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sábado, 19 de dezembro de 2009

Exatamente, como foi previsto há cerca de 60 anos...

É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas(Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.),General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.



E o motivo, ele assim explanou:

'Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum momento ao longo da história, algum idiota se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu'.

'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'. (Edmund Burke)





Relembrando:

Há poucos meses, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...




Este é um presságio assustador sobre o medo que está a atingir o mundo, e o quão facilmente cada país se está a deixar levar.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.



Este post foi criando em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, 1900 padres católicos e muitas Testemunhas de Jeová, resumindo: SERES HUMANOS, que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos à fome e humilhados, enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.



Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o 'Holocausto é um mito', torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

9 de novembro de 1989: o povo derruba o 'muro da vergonha'


O peso das pessoas literalmente derrubou, no dia 9 de novembro de 1989, o muro de Berlim, também conhecido como o "muro da vergonha", principal símbolo da guerra fria, que durante 28 anos marcou a ferro e fogo a vida dos berlinenses.

O muro, construído em agosto de 1961, foi a materialização da famosa imagem descrita por Winston Churchill quando, no final da década de 40, declarou que "uma cortina de ferro" tinha caído sobre o leste da Europa.

Essa fria noite de novembro pôs fim a um longo êxodo de alemães orientais, que se valendo os métodos mais diversificados, simples ou sofisticados, se lançaram durante 28 anos à aventura de cruzar o muro por cima ou por baixo: 239 pessoas morreram nessa tentativa e 4.000 conseguiram chegar ao lado ocidental.

A queda do muro de Berlim começou a ser gestada com a política de liberalização e reestruturação - glasnost e perestroika - lançada pelo então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Mikhail Gorbachov.

A abertura no mundo socialista impulsionou milhares de cidadãos da República Democrática Alemã (RDA) a marchar para a fronteira com a Hungria, cujas autoridades terminaram - em setembro de 1989 - a lhes dar passagem para a Áustria, onde lotaram a sede da embaixada da outra Alemanha, a República Federal (RFA), à procura de asilo: 51.500 pessoas conseguiram assim passar para o lado ocidental.

Enquanto a glasnost e a perestroika avançavam a grandes passos na Europa do Leste, a RDA de Eric Hoeneker - assim como a Romênia de Ceaucescu - resistia à mudança, apesar da pressão da própria Moscou.

A crise da RDA era grande: em todo ano de 1989 mais de 130.000 de seus cidadãos emigraram para a RFA, enquanto as manifestações, sem precedentes, se multiplicavam. Em outubro, Honecker foi suplantado por Egon Krenz.

No dia 4 de novembro, pelo menos um milhão de pessoas se reuniram em Berlim Oriental na maior manifestação de protesto na história da RDA. No dia 9 de novembro, as sentinelas que evitavam a queda das paredes de concreto cederam à avalanche humana.

Berlim era uma festa de alegria e emoção na qual correram rios de cerveja e champanhe. Os berlinenses do leste e oeste se abraçavam, choravam, riam e bebiam para celebrar a reunificação da antiga capital alemã, e a conseqüente reunificção do país que tinha se dividido depois da derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A demolidora contraofensiva do Exército Vermelho de Stalin tinha ocupado boa parte da Europa do Leste, chegando às portas de Berlim em abril-maio de 1945. A União soviética impôs regimes comunistas em todos os países controlados por suas tropas: Hungria, Tchecoslováquia, Polônia, Romênia e Bulgária, enquanto a Iugoslávia criou seu próprio sistema sob o marechal Josif Broz "Tito".

Depois do fim da guerra, foi dividido o que restava da Alemanha de Hitler em dois Estados (RFA e RDA) e sua capital, Berlim - que ficou dentro da RDA - foi dividida na conferência de Postdam em quatro setores de influência controlados pelas quatro potências vencedoras: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética.

Os soviéticos saíram em 1948 da comissão interaliada que controlava a cidade, e interceptaram as comunicações entre os setores aliados de Berlim e o restante da Alemanha, obrigando os Estados Unidos a criarem uma ponte aérea para abastecer a cidade durante um ano.

Na noite de 12 a 13 de agosto de 1961, o governo soviético de Berlim começou a construir o muro para cercar a parte ocidental da cidade com a justificativa de deter a 'invasão" de "espiões e sabotadores" na RDA, mas que na realidade tratava de por fim a um êxodo maciço de alemães-orientais que fugiam da miséria e do totalitarismo. Desde 1945, três milhões de alemães-ofientais haviam escapado para o ocidente.



Fonte: AFP

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ABSURDO!!!











Educação e progresso não tornam o homem mais ético e moralmente elevado. Se fosse assim, as nações do 1º mundo não fariam guerras egoístas contra riquezas dos países pobres, não haveria exploração sexual nem trabalhista, nem preconceitos cruéis contra minorias fracas, nem consumiriam drogas. Mas ao contrário do que se espera, as fotos abaixo revelam um lado sombrio e tenebroso do ser humano. Mesmo os considerados evoluídos do Primeiro Mundo. Veja que belo "exemplo de apoio à natureza" e "ensino às futuras gerações". Muitos abismos sem Luz, existem ainda dentro dos corações humanos. Muita gente certamente sentirá náuseas com estas cenas.

Isto acontece na Dinamarca!!!

Esse degradante espetáculo acontece anualmente nas ilhas Feroe, Região Autônoma da Dinamarca. Trata-se de uma festa anual, onde os rapazes participam ativamente para manifestar a sua passagem à idade adulta.

ISSO É CULTURA? ISSO É UM HOLOCAUSTO!!!
VAMOS DIZER NÃO A ESSA "CULTURA".

sábado, 17 de outubro de 2009

Maus


"Essa hístoria em quadrinhos não é Tom & Jerry"


A segunda guerra mundial, um dos tantos marcos cruéis na história da humanidade, rende, até hoje, estudos, livros, ensaios e filmagens. Porém, um dos mais marcantes e verdadeiros relatos do que aconteceu em meio à tragédia que teve início na Alemanha foi apresentado ao mundo na forma de uma história em quadrinhos. Maus, de Art Spiegelman, publicado no Brasil pela Editora Brasiliense, em duas partes (formato livro), nos traz um impressionante relato da trajetória de um Judeu em meio à guerra.

O judeu em questão é o pai do autor, que é apresentado na história já como uma pessoa de idade, narrando ao filho sua passagem pela guerra. Portanto, o livro é baseado em fatos reais, um relato detalhado, minucioso até, que nos apresenta tudo em detalhes, inclusive a personalidade das pessoas envolvidas, principalmente do protagonista, mesquinho, avarento e racista, embora inteligente, perspicaz, dotado de uma intuição fantástica e, principalmente, de muita, muita sorte.

NazistaEm Maus, mais que os desenhos, o que salta aos olhos é o roteiro. Os personagens são muito bem caracterizados, têm vida própria, pulsante. É difícil permanecer indiferente à leitura desta obra. A crueldade dos fatos é gritante, machuca, incomoda. A qualidade com que o autor associa texto e imagens é tal, que é impossível não imaginar na própria pele a dor, a angústia, o medo e o terror impostos pelos nazistas.

AmericanoA caracterização dos personagens é um capítulo à parte. Os judeus são retratados como ratos, os alemães como gatos, os americanos como cachorros e os poloneses como porcos. Isso não diminui a grandeza da obra. Pelo contrário! Aumenta ainda mais, pois, além da originalidade, torna a leitura ainda mais fluente. Outro mérito é o humor, muitas vezes ácido e corrosivo, mas sempre inteligente.

PolonêsOs personagens secundários, alguns com passagens relâmpagos pela história, são marcantes. São diversos fatos ocorridos ao redor do protagonista, em toda sua caminhada no decorrer da guerra. Homens, mulheres, velhos, jovens e crianças, todos jogados a um destino incerto e quase sempre terrível, tentando, de todas as maneiras, possíveis e impossíveis, buscar a sobrevivência através da esperança, uma esperança vã, que não resiste à certeza dos fatos. E a única certeza, para as vitimas dessa guerra, era a morte.

RatoeiraInfelizmente, não posso entrar em maiores detalhes, pois estragaria as surpresas que ocorrem no decorrer da leitura, página após página. Mas devo dizer que é tão envolvente, que não existe a possibilidade do leitor parar a leitura no meio. É um frenesi! Você começa e só para no final.

Por fim, na minha humilde opnião, toda grande obra fica gravada em nossa memória, e nos faz refletir. "Maus" encaixa-se nessa categoria. Tente colocar-se no lugar do personagem principal, e você entenderá o que quero dizer. Além do que, com certeza, nunca mais você colocará comida no prato e deixará sobras...

Art SpiegelmanSpiegelman foi procurado por diversas vezes com propostas para transformar a obra em filme, porém recusou-se. "Não entendo porque em nossa cultura ninguém parece acreditar que algo não é real, até que seja transformado em filme", declarou. Em sua opinião, Maus encontrou seu formato ideal nos quadrinhos.

Imprescindível tanto para colecionadores de HQ's quanto para aqueles que apreciam obras literárias, Maus não deve faltar em nenhuma biblioteca particular que se preze.





Personagens

* Art Spiegelman - Filho de Vladek, criador dos quadrinhos.

* Vladek Spiegelman - Judeu polonês sobrevivente do Holocausto.

* Anja Spiegelman - Mãe de Artie, também sobrevivente do Holocausto.

* Richieu Spiegelman - Irmão de Artie, morreu ainda criança, envenenado por Tosha que não queria deixar o Alemães levá-los para as câmaras de gás.

* Mala Spiegelman - Segunda Mulher de Vladek. Os dois vivem brigando por causa de dinheiro e manias que Vladek adquiriu enquanto estava em poder dos Nazistas.

* Francoise - Mulher de Artie. Francesa. Converteu-se ao judaísmo.

* Sr. Zylberberg - Pai de Anja. Se achava rico demais pra morrer. Acaba indo para Auschwitz por ser velho demais e morre.

* Orbach - Amigo de Vladek. Ajuda Vladek dizendo que este era seu primo.

* Pai do Vladek - pai de Vladek. Pula a cerca procurando a filha (Fela) e acaba ficando no estádio pra morrer.

* Tio Herman - irmão de Anja. Ele e a esposa estavam nos EUA quando começou a guerra, seus filhos ficaram no Holocausto.

* Tosha - irmã mais velha de Anja. Muda-se com o marido, a filha e o sobrinho (Richieu). Com medo dos Alemães se envenenou e envenenou as crianças também.

* Sr. Ilzecki - Cliente de Vladek antes da guerra. Participa do mercado negro. Oferece levar Richieu pra um lugar seguro, mas Anja recusou.

* Nahum Cohn - Comerciante. Participou com Vladek no comércio de mercadorias sem cupom (mercado negro). Foi enforcado.

* Avós da Anja - Moravam com os pais e o resto da família de Anja. São escondidos pela família até serem levados pelos Alemãs. Morreram nas câmaras de gás.

* Lolek - sobrinho de Vladek, filho de Herman. Abandona Anja e Vladek por não querer mais se esconder. Sobrevive ao Holocausto e torna-se professor universitário.

* Haskel Spiegelman - primo de Vladek, faz parte da polícia judáica no gueto.

* Miloch Spiegelman - primo de Vladek. Supervisor na fábrica de calçados, ajuda alguns judeus a se esconderem dos Alemães e depois quando Vladek vai para Hungria ele e sua família se escondem com Motonowa.

* Pesach Spiegelman - primo de Vladek. Vendeu "bolo de sabão em pó" no gueto.

* Sr. Lukowski - porteiro da antiga casa de Anja. Ajuda-os a se esconder e indica-os a Casa de Sra. Kawka.

* Sra. Kawka - Abrigou Vladek e Anja no celeiro de sua casa em Sosnowiec. Apresentou-os aos traficantes que combinaram de levá-los para Hungria.

* Sra. Motonowa - Polonesa que vendia comida sem cupom. Abrigou Vladek e Anja em Sosnowiec.

* Mandelbaum - antigo conhecido de Vladek, possuia uma loja de massas antes da guerra. Foi com Vladek para Hungria.

* Abraham - Sobrinho de Mandelbaum, vai primeiro para a Hungria e promete a Vladek e a seu primo enviar-lhes cartas avisando sobre sua situação.

* Os Karps - vizinhos de Vladek nos bangalôs de Catskills.

* Kapo do Vladek - Ajudou Vladek no campo de concentração em troca de aulas de Inglês.

* Pavel - Judeu sobrevivente do Holocausto. Atualmente psicólogo de Artie.

* Yidl - Chefe de Vladek na funilaria em Auschwitz. Comunista.

* Mancie - Namorada de um Kapo que ajuda Anja e Vladek a se encontrarem.

* O Francês - Amigo de Vladek. Recebia pacotes da Cruz Vermelha com comida e dividia com Vladek, já que este era o único com quem conversava, afinal não sabia falar nem polonês nem alemão.

* Shivek - Amigo de Vladek de antes da Guerra. Os dois se reencontram quando saem de seus respectivos campos de concentração.

* A cigana -Fala sobre passado e futuro de Anja, seus filhos e família, e dá esperanças sobre Vladek.

Personificação
Nos quadrinhos de Spiegelman os animais simbolizam diferentes nacionalidades e raças diferentes:

* Ratos - Judeus: Podem ser vistos como vítimas fracas e indefesas e simbolizam a idéia nazista dos judeus serem vermes, assim como a incapacidade dos nazistas de acabar com essa raça por causa do seu grande número populacional.

* Porcos - Poloneses: Os poloneses ficaram ofendidos, mas Spiegelman explica que os porcos têm boa reputação com os americanos por causa de programas de TV como: Miss Piggy e Pork Pig.

* Gatos - Alemães: Inimigos e perseguidores naturais dos ratos.

* Sapos - Franceses: Referência direta ao apelido francês e participação dos sapos na culinária francesa.**

* Cachorros - Estadunidenses: Compara a antipatia do cão ao gato aos estadunidenses e alemães, inimigos na II Guerra Mundial.

* Renas - Suíços:

* Ursos - Russos:

* Peixes - Britânicos:
**Spiegelman queria dar um ar de sofisticação aos franceses, e em uma conversa com sua esposa ele fala que coelhos seriam muito inocentes para os franceses, e a lembra do anti-semitismo.



Links para Download:

Volume I
Volume II

Fontes:
Wikipédia
Universo HQ