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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores!



A algum tempo atrás, enviei minha assinatura ao "Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores", onde lutava para a punição dos torturadores, especialmente na época da Ditadura. Hoje recebi o seguinte e-mail:



Olá

Subscritores(as) do Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores!

Cada um dos 21 mil subscritores deu a sua contribuição para o fortalecimento da democracia e o manifesto foi juntado ao processo com todas as assinaturas, mas, lamentavelmente, o Supremo Tribunal Federal negou punição para os torturadores da ditadura.

Os ministros Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski votaram favoravelmente à punição e disseram que os crimes comuns não podem ser beneficiados pela anistia.

A decisão do STF foi na contramão do fortalecimento do sistema democrático, de respeito aos direitos humanos, ao contrário das ações dos outros países da América Latina e em choque com as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos/OEA, do qual o Brasil faz parte e que tem audiência marcada para os próximos dias 20 e 21 de maio, no primeiro caso da ditadura militar brasileira.

Convidamos todos e todas a estarem presentes no

ATO PÚBLICO para manifestarmos pelo fim da impunidade dos torturadores

Dia: 18/05/2010 às 14h30

Local: Pateo do Colégio (estação Sé ou São Bento do Metrô), em São Paulo

Temos à frente o julgamento a ser realizado pela Corte e o Estado brasileiro, que assumiu compromissos internacionais, poderá construir um país, em que a dignidade humana seja efetivamente um valor.

A impunidade da tortura de ontem fomenta a tortura de hoje.

Contamos com sua presença!

Convide seus amigos e familiares!

Avise no seu twitter, blog, etc.

Comitê Contra a Anistia aos Torturadores








Como acontecerá em São Paulo, fica muito difícil do "Autonomia e Autogestão" comparecer mas fica aqui o informativo pra quem mora perto.
Só vou deixar uma imagem aqui do cartunista Carlos Latuff, pois como dizem "uma imagem vale mais que mil palavras":

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

9 de novembro de 1989: o povo derruba o 'muro da vergonha'


O peso das pessoas literalmente derrubou, no dia 9 de novembro de 1989, o muro de Berlim, também conhecido como o "muro da vergonha", principal símbolo da guerra fria, que durante 28 anos marcou a ferro e fogo a vida dos berlinenses.

O muro, construído em agosto de 1961, foi a materialização da famosa imagem descrita por Winston Churchill quando, no final da década de 40, declarou que "uma cortina de ferro" tinha caído sobre o leste da Europa.

Essa fria noite de novembro pôs fim a um longo êxodo de alemães orientais, que se valendo os métodos mais diversificados, simples ou sofisticados, se lançaram durante 28 anos à aventura de cruzar o muro por cima ou por baixo: 239 pessoas morreram nessa tentativa e 4.000 conseguiram chegar ao lado ocidental.

A queda do muro de Berlim começou a ser gestada com a política de liberalização e reestruturação - glasnost e perestroika - lançada pelo então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Mikhail Gorbachov.

A abertura no mundo socialista impulsionou milhares de cidadãos da República Democrática Alemã (RDA) a marchar para a fronteira com a Hungria, cujas autoridades terminaram - em setembro de 1989 - a lhes dar passagem para a Áustria, onde lotaram a sede da embaixada da outra Alemanha, a República Federal (RFA), à procura de asilo: 51.500 pessoas conseguiram assim passar para o lado ocidental.

Enquanto a glasnost e a perestroika avançavam a grandes passos na Europa do Leste, a RDA de Eric Hoeneker - assim como a Romênia de Ceaucescu - resistia à mudança, apesar da pressão da própria Moscou.

A crise da RDA era grande: em todo ano de 1989 mais de 130.000 de seus cidadãos emigraram para a RFA, enquanto as manifestações, sem precedentes, se multiplicavam. Em outubro, Honecker foi suplantado por Egon Krenz.

No dia 4 de novembro, pelo menos um milhão de pessoas se reuniram em Berlim Oriental na maior manifestação de protesto na história da RDA. No dia 9 de novembro, as sentinelas que evitavam a queda das paredes de concreto cederam à avalanche humana.

Berlim era uma festa de alegria e emoção na qual correram rios de cerveja e champanhe. Os berlinenses do leste e oeste se abraçavam, choravam, riam e bebiam para celebrar a reunificação da antiga capital alemã, e a conseqüente reunificção do país que tinha se dividido depois da derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A demolidora contraofensiva do Exército Vermelho de Stalin tinha ocupado boa parte da Europa do Leste, chegando às portas de Berlim em abril-maio de 1945. A União soviética impôs regimes comunistas em todos os países controlados por suas tropas: Hungria, Tchecoslováquia, Polônia, Romênia e Bulgária, enquanto a Iugoslávia criou seu próprio sistema sob o marechal Josif Broz "Tito".

Depois do fim da guerra, foi dividido o que restava da Alemanha de Hitler em dois Estados (RFA e RDA) e sua capital, Berlim - que ficou dentro da RDA - foi dividida na conferência de Postdam em quatro setores de influência controlados pelas quatro potências vencedoras: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética.

Os soviéticos saíram em 1948 da comissão interaliada que controlava a cidade, e interceptaram as comunicações entre os setores aliados de Berlim e o restante da Alemanha, obrigando os Estados Unidos a criarem uma ponte aérea para abastecer a cidade durante um ano.

Na noite de 12 a 13 de agosto de 1961, o governo soviético de Berlim começou a construir o muro para cercar a parte ocidental da cidade com a justificativa de deter a 'invasão" de "espiões e sabotadores" na RDA, mas que na realidade tratava de por fim a um êxodo maciço de alemães-orientais que fugiam da miséria e do totalitarismo. Desde 1945, três milhões de alemães-ofientais haviam escapado para o ocidente.



Fonte: AFP

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ditadura + Capitalismo = Tragédia Ambiental





Há tempos atrás, Manaus e sua região metropolitana era abastecida de energia provenientes de termoelétricas que queimavam petróleo. O aumento dos preços do petróleo, a partir de 1973, levou a ditadura a optar pela construção de uma usina hidrelétrica capaz de suprir Manaus e substituir as termoelétricas. O local escolhido para a nova usina, chamada Balbina, foi o Rio Uatumã, no meio da floresta amazônica. Ou seja, alguns, numa analise superficial, pode até apoiar a troca de termoelétricas por uma hidroelétrica, mas vemos que essa troca não foi pelo favorecimento da natureza e sim da diminuição de custos. Falando em natureza, ela foi totalmente rejeitada já que desde o início desse projeto, muitos cientistas reclamaram, mostrando os erros, mas foram ignorados pela ditadura. Quando a usina entrou em funcionamento parcial, em 1988, até mesmo o governo reconheceu que ela é uma verdadeira tragédia. Lógico que pensaram pelo lado do capital, já que o custo da energia que ela produz é altíssimo. Acontece que o rio Uatumã é pequeno e tem pouca água, e por isso, a quantidade de energia consumiu muito dinheiro... Balbina é uma tragédia econômica.

Balbina também é uma tragédia ecológica, pois destruiu uma área enorme de floresta, destruindo milhões de árvores. Acontece que o rio Uatumã está localizado em região de relevo quase plano, e, por isso, a represa criada pela barragem inundou um espaço exagerado. Não foi só a floresta que se perdeu, mas também muitas espécies animais que habitavam aquele meio ecológico. Como não foi removida as árvores do local que seria inundado, lá hoje é o cemitério dessa vegetação. Além disso, com a decomposição dessas, é enviado um número de carbono semelhante ao impacto de 4 termoelétricas do tipo que estava instalada naquele local.

Finalmente, Balbina é uma tragédia social que prejudicou os habitantes da região. Uma parte da sua enorme represa inundou terras de caça e moradia dos índios. Além disso, os peixes desapareceram do rio, no trecho abaixo da barragem, pois a decomposição dos vegetais afogados pela represa tornou a água ácida e poluída. Os habitantes das margens do rio, que usavam os peixes como fonte de alimentação, estão se mudando para outros lugares.

Essa decisão do governo só tem um nome: BURRICE




Mapa da região afetada, clique aqui.