quinta-feira, 29 de abril de 2010

1º DE MAIO (ABOLIÇÃO DO TRABALHO POR BOB BLACK )



Está chegando o 1° de Maio e mais uma vez vamos 'comemorar'.
Mas comemorar o que?
Acho que ninguem se quer perguntou o porque do primeiro de maio.
E eu também não estou aqui pra falar sobre isso, mas sim sobre um livro ótimo que a muito tempo quis colocar aqui e só estava esperando uma boa oportunidade.
E agora chegou... o 1° de maio!
O livro é: A Abolição do Trabalho de Bob Black.

"Nunca ninguém deveria trabalhar.

O trabalho é a gênese de grande parte da miséria do mundo, é causa de muito do mal que acontece. Somos obrigados a viver sob o seu desígnio. Para acabar com o sofrimento, temos que parar de trabalhar.

Isto não significa que tenhamos que desistir de fazer coisas. Mas sim, provocar uma revolução jocosa, uma nova onda de vida baseada no divertimento. Por divertimento entenda-se festividade, criação facultativa, convívio. O divertimento não é passivo, é muito mais do que o jogo das crianças.(...)"


Você pode ler ou fazer o download do livro em html AQUI! ou em pdf AQUI!

Beijos e abraços livres a tod@s.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

V/A - NUESTRO RUIDO NUESTRA ARMA (VÁRIOS ARTISTAS - NOSSO RUÍDO, NOSSA ARMA)


Compilado Nuestro Ruido, Nuestra arma (Nosso ruído, Nossa arma) com bandas atualmente ativas na cena punk, crust, hc, d-beat; pela difusão anarquista no Peru, Argentina, Chile e Brasil... Feito de forma totalmente D.I.Y.

Saúde e Anarquia!

Com a participação das bandas:
Reziclaje (Peru)
Muerta Humanidad (Peru)
DHK (Lima)
Autodefensa(Peru)
Ekidad(Peru)
Askerosa realidad social (Peru)
Propaganda por el Hecho (Chile)
Fusiladxs por la Democrassia (Argentina)
Lxs Mugre (Argentina)
Uniom y Axion (Argentina)
Brotes de Libertad (Uruguay)
Declínio Social (Brasil)
Rancor (Brasil)

Faça o download clicando AQUI!

Créditos: CRUST-OR-DIE Piratea y Difunde la Kontracultura Punk

COMPILADO INTERNACIONAL DESTRUINDO FRONTEIRAS (DESTRUYENDO FRONTERAS)





Este compilado se fez com o propósito de difundir bandas crust's de idéias libertários de distintos lados do mundo e foi realizado graças as bandas que cederam suas músicas e foram editador por vários distros e nas ferias anarquistas em muitos lugares do mundo. Quem quiser reeditá-lo, pode fazer com todo nosso apoio.
Conta com as seguntes bandas:

01 Brutal Project (Espanha) - En mis sueños
02 Brutal Project (Espanha) - Cloacas del mundo
03 Al Thawra (USA) - A las cinco
04 Esporro (Brasil) - Caos Nuclear
05 Esporro (Brasil) - Anti Música
06 Esporro (Brasil) - A Realidade Irá Te Mata
07 NIS (Itália) - Scorie
08 NIS (Itália) - Cemento
09 Fusiladxs Por La Democrassia (Argentina) - La escuela
10 Fusiladxs Por La Democrassia (Argentina) - Fascistas
11 En El Abismo (México) - Ultima obscuridad
12 En El Abismo (México) - La cruz y la torre
13 Sistem Shit (Canadá) - Draft the politicians
14 Sistem Shit (Canadá) - Brutality Squad
15 Sistem Shit (Canadá) - Pressure
16 Sistem Shit (Canadá) - Lost control
17 Raised by Drunks (Suécia) - Speed Up Your Life
18 Raised by Drunks (Suécia) - Raised by Drunks
19 Miseria y Muerte (Argentina) - All humans are wasted
20 Miseria y Muerte (Argentina) - Desolacion
21 Miseria y Muerte (Argentina) - Revolviendo nuestro terror
22 Passiv Dödshjälp (Suécia) - Folkhemmets dolda sanning
23 Passiv Dödshjälp (Suécia) - Helvetet tur och retur
24 Rancor (Brasil) - O que você espera disso?
25 Rancor (Brasil) - Belas palavras
26 Declínio Social (Brasil) - Dignidade
27 Declínio Social (Brasil) - Desgraça humana
28 Doomsday (Colombia) - Fuego
29 Doomsday (Colombia) - Muerte y Terror
30 Amordazados (Venezuela) - Cada dia nos observan mas
31 Amordazados (Venezuela) - Gobierno de miseria y destruccion
32 Violento Amanecer (México) - Violencia militar
33 Violento Amanecer (México) - Violento Amanecer

Faça o download clicando AQUI!

CRÉDITOS: CRUST-OR-DIE - Piratea y Difunde Kontracultura Punk

sexta-feira, 16 de abril de 2010

VÁ DE BIKE!

Cinco motivos para andar de bicicleta:
1 – É um modal totalmente limpo, sem emissão de poluentes.
2 – Ao mesmo tempo que você se locomove, faz exercícios físicos e contribui para sua saúde e bem-estar.

3 – O motorista que deixa o carro em casa contribui para melhorar o trânsito. Cada bicicleta é um carro a menos nas ruas.

4 – Com a bicicleta, o ciclista tem mais contato com a dinâmica da cidade e conhece melhor o espaço urbano.

5 – Além de não poluir, o modal também é silencioso e diminui o barulho nas grandes cidades.


Cinco desafios para os ciclistas:
1 – O principal problema é a falta de infra-estrutura. Não há ciclovias ou ciclofaixas em toda a cidade.
2 – Os motoristas e pedestres não respeitam os ciclistas.
3 – Não há bicicletários para deixar as bicicletas. Em função disso, também não há como fazer conexão com ônibus.
4 – Falta uma cultura geral de apoio ao uso do modal.
5 – Ainda não há segurança para os ciclistas. Há perigo tanto em ciclovias, como ser assaltado, quanto em vias movimentadas, onde há risco de colisão com veículos motorizados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Os Precedentes Históricos do Ódio entre Judeus e Palestinos




“O fim de Israel é o objetivo de nossa luta, e isso não permite compromisso. Não queremos paz”
(IASSER ARAFAT, em discurso de 1969)

O ódio entre judeus e palestinos é mais antigo do que se pensa. Até nas narrativas religiosas uma rivalidade revela esse ódio: Isaque versus Ismael; Esaú versus Jacó e mais recentemente Iasser Arafat que decidiu assumir uma identidade palestina, morto aos 75 anos. Arafat passou 40 anos tentando convencer o mundo a reconhecer da existência de um Estado da Palestino. Apesar de assumir identidade palestina e de ter supostamente nascido em Jerusalém, Arafat teria nascido mesmo é na cidade do Cairo, Egito, em 4 de agosto de 1929. Não é só os palestinos que são rivais do povo judeu, o Egito, a Síria e a Líbia são exemplos de potências antigas e rivais à Israel. Muitas guerras foram travadas entre esses povos e o povo judeu, e o próprio Egito os teria escravizado os judeus por cerca de 400 anos, segundo as versões bíblicas, sendo o povo judeu libertado por Moisés. Nenhum conflito envolvendo Israel e Egito é novidade, pois ambos carregam um passado de rivalidade. Levantamentos históricos dão conta que Israel travou diversas batalhas, foram guerras de ocupação que resultou na posse do Sinai, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, as colinas de Golã e o sul do Líbano. Já a algum tempo vem sendo feitas várias tentativas de paz entre judeus e nações vizinhas, em 1979, Israel devolveu ao Egito a península do Sinai em tropa de um acordo de paz., em 26 de outubro de 1984 foi assinado um acordo de paz entre Israel e Jordânia e no dia 25 de maio de 2000 foi a vez de Israel desocupar o sul da Líbia. Com a Palestina foi assinado o acordo de Oslo em 1993. Pelo acordo as regiões de Gaza e Cisjordânia passariam a ser administrados pela ANP (Autoridade Nacional Palestina). Um plano de paz envolvendo George W. Bush, a União Européia, a ONU e a Rússia propunha o fim dos conflitos entre Israel e palestinos até o final de 2005, porém, com Bush liderando mais a ONU ocorrem o aguçamento da violência entre os dois povos. Em 2005 houve um cessar fogo entre Israel e palestinos que reduziu consideravelmente a violência, o que resultou com a saída de Israel de Gaza, contudo, o Hamas tomou a frente e assumiu politicamente o comando da Palestina, seus integrantes não reconhecem a ANP (Autoridade Nacional da Palestina), hoje restrita à Cisjordânia.
Compreender a violência estabelecida na Faixa de Gaza só é possível se os “ocidentalizados” predisporem a rever o conceito impregnado propositalmente em suas mentes. Há um discurso oficial que trabalha a favor de uma visão opressora através dos livros didáticos, das religiões cristãs e da mídia escrita e falada que produz nos estudantes e na sociedade um esteriótipo do povo muçulmano, no passado nossos autores transmitiam uma visão eurocêntrica das coisas, assim, eles transformaram em bárbaros todos os povos da América, da África e da Ásia, agora os estadunizados (invadidos pela cultura dos Estados Unidos) continuam com a mesma visão, porém, travestida com uma nova roupagem e um novo nome: “terrorismo”. A visão dos Estados Unidos em relação aos muçulmanos é retratada nos livros e na mídia de forma preconceituosa, e os que já foram chamados no passado pela Igreja Católica como “infiéis” hoje são terroristas. Termos como “Bem e Mal” aparecem nos comentários inclusive de jornalistas brasileiros, ao referir aos conflitos entre Israel e palestinos, o conflito Estados Unidos e Iraque. A idéia de democratizar o Oriente Médio não passa de uma idéia comercialista, a mulher oriental que se cobre dos pés a cabeça não poderia se despir para fazer propaganda de danoninho nem de cerveja, então, essa tal de “democratização pelo big-stik” revela interesses, então, vamos impor a democracia do cacete, né! Para isso, invadem o Iraque e se usa Israel para controlar toda a área rica em petróleo. Vamos entender o conflito Israel-Palestina melhor quando estudarmos melhor os interesses capitalistas e a obstinada vontade de obter domínio das riquezas do Oriente Médio pelos Estados Unidos. Israel, Iraque e outras regiões são estratégicas para consolidar o imperialismo ianque. Os povos que ainda enfrentam os EUA são os povos muçulmanos e Cuba na América, Hugo Chaves começa a se despontar como mais um corajoso opositor ao império estadunidense, o Brasil sempre foi covarde, Argentina, Uruguai sempre foram usados como intermediários desse pais-monstro. Há brasileiros que se orgulham e enchem a boca pra pronunciarem os termos como Fast-Food, se orgulham de assistir Big-brother, o programa caricaturado do Supla que ridiculamente tenta cantar músicas em inglês no programa Brothers da Rede TV entre outros são exemplos péssimos de uma televisão antipatriótica da qual a Rede Globo é a pior, pois é sócia da Times-life, revista poderosa dos EUA. Como quebrar o preconceito gerado pela mídia burguesa e pelos livros se não revermos tudo isso? Caricaturas do povo estadunidense estão por todos os lados, dentro de casa, no trabalho, nas novelas, nos filmes, desenhos e nas músicas, muitos preferem escrever nas mensagens de celular um “I love” do que “eu te amo”, é mais charmoso. Fomos aportuguesados e agora nossos jovens estão sendo nortiamericanizados, rap, funk, rock, pierce são termos massiçamente divulgados entre os jovens. A visão de “liberdade” constitui a ideologia pior no sentido de produzir uma visão estereotipada dos povos muçulmanos. O Hamás é retratado como terroristas, os povos muçulmanos são “bárbaros”, falar do islamismo para o cidadão brasileiro em geral é o mesmo que tentar falar dos rituais africanos para um protestante da Universal do Reino de Deus, Deus é Amor, Renascer, Sara a Nossa Terra e outras. O povo de origem muçulmana é literalmente demonizado pela visão que nos é transmitida. Os livros precisam ser revistos, os escritores e autores precisam ser mais éticos e mais rigorosos na pesquisa antes de escrever abobrinhas para as crianças, os professores precisam ler mais, pesquisar mais para promover debates e quebrarem os preconceitos e as escolas precisam ser o local de estudo da cultura geral dos povos. Segundo o professor Suhail Majzoub os erros são intencionais e outras vezes por desconhecimento. "Se você fala em guerra santa, sem dúvida alguma, gera uma imagem negativa em quem está lendo. Isso é ruim, os povos precisam viver em paz". Para Zaid Ahmad Saifi, diretor administrativo do Centro de Divulgação do Islã para a América Latina, o maior problema é passar a imagem de um povo violento.
"A visão que as pessoas possuem é que o muçulmano é um terrorista, que mata em nome da religião. Nós pregamos a justiça", diz Ahmad Saifi, que já chegou a visitar editoras para pedir correções em livros. Saifi afirma: "Muitos livros mostram os muçulmanos como bárbaros. É complicado ser minoria no Brasil."
O termo Islam significa "fazer a paz", não há nenhuma relação alguma entre "guerra santa" e Islam. O termo "guerra santa" de fato nem mesmo se encontra no Alcorão, a escritura sagrada do Islam. É um termo alheio ao Islam. Originalmente, foi cunhado durante a idade média, na época das Cruzadas, quando apelos foram feitos no ocidente cristão por uma campanha de guerra ao Oriente, e, naquela época, contra o Islam e os muçulmanos. Isso foi chamada de "guerra santa". Como sabemos hoje, aquelas cruzadas foram tudo, menos santas. Dificilmente alguém no ocidente de hoje gostaria de ser identificado com o então abuso dos sentimentos religiosos do povo. Entretanto, o termo "guerra santa" permaneceu. Na atualidade como se o próprio ladrão estivesse gritando "peguem o ladrão", o termo é aplicado ao Islam e aos Muçulmanos, enquanto, de fato, tinha sido usado para uma guerra contra eles. O termo Jihad não é muito fácil de ser traduzido, porém, a melhor definição é: "Fazer algo com todos os esforços" ou "empenhar-se totalmente". Então, tudo o que um muçulmano fizer "com todo seu empenho" é o Jihad. Todo esforço pela paz e justiça sem "jihad" seria sem sinceridade. O Profeta Mohammad (S.A.A.S.) disse: "O melhor Jihad é falar a verdade diante de um governante injusto.” A paz que se espera do Hamas e Israel, a paz no Oriente Médio, a paz no mundo não será ´possível se não eliminarmos do nosso vocabulário e dos livros e da mídia o conceito distorcido de “guerra santa”. Se não pararmos de ver os muçulmanos como bárbaros e terroristas e se não estudarmos melhor os termos como Jihad, Islam e o Alcorão e se não aprendermos a respeitar todas as culturas não compreenderemos os conflitos entre judeus e palestinos, não compreenderemos os interesses inescrupulosos dos Estados Unidos em relação aos povos do Oriente. Estudar melhor a pluralidade cultural e a multiculturalidade nos tornarão mais conscientes e sábios para compreender melhor os por ques desses conflitos, assim, perceberemos que existe um bombardeio ideológico pela defesa de Israel e a demonização dos palestinos, e nisso o que mais pesa nas nossas falsas ponderações são as justificativas divinas da guerra. Para saber mais recomendo que consulte informações do Centro Islâmico no Brasil - Departamento Cultural e os enderessos abaixo.

"Shalon Adonai, shalon Averim!"

Olinuap Onabra Muhammed

Fontes: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG67436-6013,00-O+HOMEM+QUE+INVENTOU+A+PALESTINA.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u399246.shtml)
http://www.arresala.org.br/not_vis.php?op=179&data=0&cod=462
www.joaoleitao.com/viagens



“As coisas não têm paz”, diz um poema do Antunes. Não têm e não haveria uma maneira de ter. A paz é uma fantasia humana e não das coisas. Quando uma promessa de paz nos chega em forma de calmaria discreta, duma brisa quase imperceptível e incapaz de mover uma mecha, logo gritamos: “pasmaceira!” Quando ela mostra em gestos suaves, numa lentidão discreta e pausada, abrindo espaço para a uma ausência de conflitos, bocejamos reclamamos: “rotina chata”! Então, quando proclamamos “queremos paz!”, é apenas um manifesto nulo para esconder que no intimo, é a ausência de paz, o que de fato desejamos.
A paz tem por hábito fazer a sesta como o cansado de dias que olhando para um horizonte sem nuvens tenta não se lembrar mais dos anos de luta. A paz se move lentamente comendo plantas rasteiras em Galápagos! A paz não tem pernas de centro-avante. A paz não pesa e como também não tesa, não comicha, nem faz brotar prurido. A paz não é vermelha e nem branca. A paz espera e não cansa! Não oferece aderência para ventosas tóxicas de quem não quer paz. E ninguém em verdade quer paz!
Dentro de cada um de nós Ares ergue a lança! No Peloponeso grita e inflama a tropa para retomar Esparta. Onde deveria haver um oásis, Hades forja a lamina, o afiado fio da insatisfação e da intolerância apressada. Não queremos paz, queremos uma grande asa incandescente. Se a paz morar no corpo, desesperadamente desejamos algum outro onde não há paz. Quando ela deita ao lado, não a reconhecemos. Não flertamos com a paz, não casamos com a paz, não queremos filhos com ela e até mesmo quando temos a sorte de não ter contra quem lutar, deixamos para trás o silêncio de estar em paz e nos voltamos ruidosamente contra nós mesmos, para travar nossa interminável guerra particular.

Gil Rosza

Blog Letra em Pó

Não Possui Título

Hoje, finalmente, começam minhas aulas! Sei que não é o melhor momento, mas, para alegria de poucos e tristeza de muitos, voltarei a escrever aqui.
Era só isso que eu queria falar mesmo.
Acredito que ainda hoje postarei um ou dois textos.
Boa tarde e beijos libertários!