quinta-feira, 29 de outubro de 2009

V for Vendetta






"Ninguém devia temer seu governo. O governo é que deveia temer seu povo."

V de Vingança (versão em português para V for Vendetta) é uma série de romances gráficos escrita por Alan Moore e em grande parte desenhada por David Lloyd. A história se passa em um distópico futuro de 1997 no Reino Unido, em que um misterioso anarquista tenta destruir o Estado, através de ações diretas.

Sobre a Obra

V de Vingança foi publicado originalmente entre 1982 e 1983 em preto e branco pela editora britânica Warrior, mas não chegou a ser finalizado. Em 1988, incentivados pela DC Comics, Moore e Lloyd retomaram a série e a concluíram com uma edição colorida. A série completa foi republicada nos EUA pelo selo Vertigo da DC e no Reino Unido pela Titan Books. No Brasil, foi publicada em 1989 em cinco edições em cores pela editora Globo e mais tarde pela Via Lettera, em dois volumes em preto e branco; em 2006 teve uma edição especial pela Panini, em volume único, colorido e com material extra.

Enredo

O enredo é situado num passado futurista (uma espécie de passado alternativo), numa realidade em que um partido de cunho Totalitário ascende ao poder após uma guerra nuclear. A semelhança com o regime Fascista é inevitável devido ao fato do governo ter o controle sobre a mídia, a existência de uma polícia secreta, campos de concentração para minorias raciais e sexuais, muito perto do que pensou Hannah Arendt no seu livro "Origens do totalitarismo" de 1951. Existe também um sistema de monitoramento feito por câmeras nos moldes de "1984", de George Orwell, escrito em 1948. (Na época, o CCTV ainda não existia tal como o é hoje na Inglaterra quando a obra foi escrita).

Apesar do sistema Totalitário ser definido por vários autores, como Hannah Arendt pensou. A história em quadrinho obra foi escrita num momento histórico que a Inglaterra, estava implementando o sistema Capitalista Neoliberal com a primeira ministra Margaret Thatcher. Ao mesmo tempo o "Socialismo Real" da extinta U.R.S.S. (atual Rússia), estava em total descredito devido aos horrores do Stalinismo.

O que abre a perspectiva que "V", (codi)nome do protagnista, ter uma postura Anarquista, pois como definiu tanto Enrico Malatesta no seu livro "Escritos revolucionários" e outros Anarquistas, como Mikhail Bakunin, Pierre Joseph Proudhon, Max Stirner, Emma Goldman, Piotr Kropotkin e Henry David Thoreau; o Estado é visto como limitador da Liberdade, sendo assim todo Estado passa a ser Totalitário.

História

A história começa após o fim do conflito político, com os campos de concentração desativados e a população complacente com a situação, até que surge "V" — um Anarquista, que veste uma máscara de Guy Fawkes e é possuidor de uma vasta gama de habilidades e recursos. Ele então inicia uma elaborada e teatral campanha para derrubar o Estado ao lado de Evey, que perdeu os pais durante a guerra.

"V" trata Evey como uma aprendiz, sempre mostrando a ela resquícios de uma cultura perdida por causa da guerra.






Alan Moore



Download do HQ em 12 partes

A for Anarchy

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Lógica Capitalista?

(Clique na imagem para ampliar, se quiser, é claro)

Greenpeace Protesta Durante Votação do Código Florestal

Três ativistas do Greenpeace fizeram manifestação, nesta quarta-feira, na Comissão de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável contra a votação do projeto que prevê mudanças no Código Florestal brasileiro. Eles se acorrentaram uns aos outros e acionaram uma sirene que impediu a continuidade dos trabalhos da comissão. A sessão foi suspensa por cerca de 20 minutos.

Os manifestantes portavam cartazes com os dizeres: "A bancada da motosserra quer acabar com as nossas florestas". Foi necessário chamar um chaveiro para retirar as correntes. Seguranças da Câmara convidaram os manifestantes a se retirarem do local. Na saída, alguns deputados ruralistas, entre eles Luiz Carlos Heinze (PP-RS), gritavam: "sai daqui cambada de vagabundos".

Após o tumulto, a sessão foi retomada. O texto, batizado por ambientalistas como "Floresta Zero", isenta os proprietários de áreas desmatadas ilegalmente (até 2006) de pagar multas e os desobriga de replantar as florestas degradadas numa área que corresponde a nove vezes o estado do Rio de Janeiro.



Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/28/greenpeace-protesta-durante-votacao-do-codigo-florestal-914400514.asp

HIPOCRISIA!!!

Clique na imagem para ampliar.


A hipocrisia, sem dúvida, é o mal do sociedade!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Consciência ambiental chega ao setor erótico

Camisinhas "vegetarianas"

Atualmente, a sociedade se preocupa com a poluição emitida pelos carros ou se os alimentos que consome foram cultivados ecologicamente, mas o interesse por questões ambientais chegou a outra área importante na vida diária de milhões de pessoas: o sexo.

Nos Estados Unidos, a revolução verde está chegando ao setor do sexo, e a venda de artigos ecológicos e benéficos à saúde cresce na medida em que aumenta a consciência ambiental dos consumidores.

Lubrificantes orgânicos, algemas feitas de materiais reciclados, preservativos vegetarianos - sem proteínas animais em sua fabricação - e brinquedos eróticos feito de madeira são a última moda em um setor que movimenta US$ 15 bilhões anuais em todo o mundo.

Só com óleos lubrificantes, os estabelecimentos americanos do setor faturaram mais de US$ 82 milhões no ano passado, mas muitos de seus usuários não sabem que estes produtos contêm substâncias químicas poluentes, como as encontradas em anticongelantes.

A fabricação dos brinquedos eróticos comuns também não tem nada de sexy. Alguns deles levam uma substância química chamada ftalato, que torna o plástico mais flexível, mas é proibida na Europa e no estado americano da Califórnia, por causar problemas de desenvolvimento.

De mesma forma que um consumidor responsável se informaria sobre o material utilizado na fabricação dos produtos que consome, os usuários de artigos eróticos estão começando a ser mais conscientes do que compram.

Alliyah Mirza, fundadora da empresa Earth Erotics, uma das líderes do setor erótico ecológico, assegura que a demanda por seus produtos não para de crescer.

– Vimos um aumento da demanda nos últimos meses, assim como um crescimento exponencial desde que abrimos, há três anos – disse Alliyah. – Os consumidores responsáveis compram comida orgânica e tomam outras decisões em suas compras baseadas no impacto em sua saúde ou no meio ambiente. Por isso, é natural que a tendência tenha saltado para o campo dos brinquedos para adultos – acrescentou.

Entre os produtos mais vendidos pela Earth Erotics estão os lubrificantes orgânicos e os brinquedos eróticos feitos de vidro, que podem chegar a custar até US$ 100, dependendo do modelo.

– A Earth Erotics Glass é uma das linhas de brinquedos para adultos mais ecológicas e seguras do mercado – disse Alliyah. – O vidro não só é lindo, mas é um material completamente natural e reciclável – destacou.

Os métodos anticoncepcionais naturais também estão de popularizando entre os defensores do sexo ecológico, mas não por razões morais ou religiosas. Muitos de seus defensores argumentam que o tradicional método Ogino-Knaus, conhecido também como o do calendário ou da tabelinha - através da abstinência em determinados dias do ciclo menstrual - é a única forma de evitar a ingestão de produtos químicos e do descarte de toneladas de preservativos, que acabam à deriva em rios e praias.

A justificativa é aproveitada por algumas congregações religiosas dos EUA, que destacam as virtudes ecológicas do método em seus cursos pré-matrimoniais, segundo pessoas que assistem a estas aulas.

No entanto, apesar de este método anticoncepcional tirar de nossas cabeças a preocupação sobre quanto tempo um preservativo leva para se biodegradar, sua pouca confiabilidade pode tirar nosso sono por outros motivos. Especialistas em ecologia e fabricantes de anticoncepcionais argumentam que a melhor forma de proteger o planeta é ter menos filhos.

– Cerca de 40% de todas as gravidezes no mundo não são desejadas, e ainda não foi possível o acesso total aos métodos anticoncepcionais – disse à revista Time Jim Daniels, responsável pelo setor de marketing do fabricante de preservativos Trojan. – Conseguir este acesso total se traduziria em uma redução na emissão de bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera – acrescentou Daniels, cuja empresa produz não somente preservativos de látex, mas também outros muito mais ecológicos e biodegradáveis, como os feitos de pele de cordeiro.

Fonte: http: Clicrbs

ECO4PLANET!!!


A google lançou um novo site de busca na internet, chamado Eco4Planet, com a mesma tecnologia e qualidade de busca do tradicional Google. A novidade é que:

- A cada 50 mil consultas uma árvore será plantada, sendo disponibilizado no portal o número de mudas já introduzidas;
- O fundo preto da tela, que a princípio gera estranhamento, descansa os olhos e economiza cerca de 20% da energia do monitor (práticas responsáveis quase sempre acumulam benefícios...).

A iniciativa é nova (a contagem das árvores começou em agosto), ainda faltam alguns ajustes, como por exemplo divulgar os locais do plantio, além de detalhes sobre se o reflorestamento é feito com as espécies nativas dos respectivos biomas ou não. Em todo caso, essas questões devem ser esclarecidas em breve. O número de mudas ainda está muito baixo, porque poucas pessoas conhecem essa inciativa. Portanto, vamos divulgar! Faça desta página do Google a sua página inicial!
Saudações verdes!!!

::ECO4PLANET::
http://www.eco4planet.com/pt/

COLOQUEM COMO PADRÃO DE BUSCAS, COMO PÁGINA INICIAL, DIVULGUEM ATRAVÉS DE E-MAILS, BLOGS, TWITTER ETC.


O que é o eco4planet e por que usar?

O eco4planet utiliza o sistema Google™ Pesquisas Personalizadas, mantendo assim a mundialmente reconhecida capacidade das buscas Google™, com um visual também simples e rápido, porém inovador na utilização predominante da cor preta para gerar economia de energia. Sua criação prova que pequenas ações diárias podem gerar economia de energia, resultando em menores gastos e ainda vários outros benefícios.

Desde agosto de 2009 o eco4planet efetua o plantio de árvores de acordo com o número de acessos ao portal, um passo importantíssimo para sua proposta ecológica - mais uma vez provamos que todos tem condições de colaborar com o meio ambiente e a sua participação divulgando o eco4planet é fundamental. Você pode acompanhar o contador de árvores na página principal e nos seguir via Twitter para ficar por dentro das datas e locais de plantio

O eco4planet ainda economiza energia pois sua tela é predominantemente preta, e um monitor utiliza até 20% menos energia para exibi-la se comparado à tela branca. Considerando as mais de 2,55 bilhões de buscas diárias realizadas no Google™ com tempo médio suposto em 10 segundos por pesquisa e a proporção de monitores por tecnologia utilizada, teríamos com um buscador de fundo preto a economia anual de mais de 7 Milhões de Kilowatts-hora! Esse valor equivale à:

* Mais de 63 milhões de televisores em cores desligados por 1 hora;
* Mais de 77 milhões de geladeiras desligadas por 1 hora;
* Mais de 175 milhões de lâmpadas desligadas por 1 hora;
* Mais de 58 milhões de computadores desligados por 1 hora.

Economizar energia é uma forma de ajudar o planeta uma vez que para geração de eletricidade incorre-se no alagamento de grandes áreas (hidrelétricas), poluição do ar com queima de combustíveis (termoelétricas), produção de lixo atômico (usinas nucleares), dentre outros problemas ambientais. Soma-se a isso o fato de que o eco4planet pode gerar menor cansaço visual ao visitante se comparado a uma página predominantemente branca.

Sendo assim não há dúvidas de que essa ação é extremamente válida uma vez que somados os usuários teremos um resultado realmente significativo de economia de energia, gastos, preservação da natureza, e ainda mais: acreditamos que olhar sempre para o eco4planet fará com que as pessoas se lembrem da necessidade contínua de economizar energia elétrica e proteger a Natureza!

FONTE: ECO4PLANET

domingo, 25 de outubro de 2009

BOLAS DE SEMENTES!

Clique na imagem para ampliar.


Estava visitando alguns blogs que falam sobre anarquia verde, jardinagem libertária, com o intuito de aprender mais sobre o assunto e tentar implantar aqui em Cruz das Almas-BA, assim como a Bicicletada, e achei essa imagem muito boa e muito fácil de implantar.

sábado, 24 de outubro de 2009

Por Trás da Tela


Já que a rede avassaladora transmitirá sua verdade única a milhões de brasileiros, cabe aos veículos alternativos o contraponto. A começar explicando a verdadeira idade desta velha senhora. O fato é que a Globo não tem apenas 40 anos, "idade da loba", como definiu uma sorridente Cristiane Torloni no Jornal Nacional desta segunda-feira (25/4). A questão é que revelar sua própria idade implica, nesse caso, algo mais do que assumir as rugas. Vejamos esse trecho do livro A história secreta da Rede Globo, de Daniel Herz: "No ano seguinte, em 1962, a Globo assinou com Time-Life dois contratos e passou a ser subvencionada por milhões de dólares". A Globo foi montada com US$ 6 milhões de dólares, enquanto a maior emissora da época, a Rede Tupi, havia sido construída com US$ 300.000,00. Os contratos firmados com o grupo Time-Life resultaram numa CPI que não foi muito longe e não chegou a resultados concretos, embora o acordo violasse a Constituição do Brasil. Sobre o grupo Time-Life, o então deputado João Calmon disse: "é um grupo da linha mais reacionária e mais retrógrada do Partido Republicano, exclusivamente interessado em manter, em países como o nosso, bases anticomunistas" (A História Secreta da Rede Globo, página 93).De fato, o chamado 'perigo comunista' estava em moda na época. Ocupavam o lugar que hoje é ocupado pela 'ameaça terrorista'. E tanto no passado quanto no presente, os meios de comunicação da mídia grande jamais se preocuparam em contextualizar essa temática, optando por reproduzir, sem questionamentos, o discurso dominante. Nesse sentido, o escritor Roméro da Costa Machado, autor do livro "Afundação Roberto Marinho", vai ainda mais longe e afirma, em um de seus artigos que se encontram logo abaixo, ser um erro analisar o contrato da Globo com a Time-Life simplesmente como um caso de violação à Constituição: O escândalo Globo/Time Life não é meramente um caso de um sócio brasileiro (Roberto Marinho) que aceita como sócio uma empresa estrangeira (Grupo Time-Life), contra todas as leis do país. O escândalo Globo/Time-Life é mais do que isso. É antes de mais nada um suporte de mídia que visava apoiar, dar base, sustentação e consolidar a ditadura no Brasil, apoiada e supervisionada pela CIA, por exigência dos Estados Unidos, comandado por terroristas da CIA, como Vernon Walters e Joe Walach, sendo este último com emprego fixo na Globo, como "representante" do grupo Time-Life.
No momento em que a Globo tenta reescrever a história lançando livros e organizando uma festa que promete se alongar durante uma semana inteira de modo a tentar convencer o público de que em sua existência não existem pecados, é importante não deixar que todas essas luzes ofusquem o olhar. Não podemos nos esquecer que a Rede Globo nasceu e se criou em meio a troca de favores com a ditatura apoiada pelos EUA; não custa lembrar da manipulação grosseira, em 1984, por ocasião das manifestações pelas "Diretas Já" ou ainda aquela edição, em 1989, que favoreceu Fernando Collor. E esses são apenas alguns poucos casos. Os que ficaram mais famosos em meio a tantos outros.Por tudo isso preparamos este Especial Globo com o intuito de constituir uma fonte de consulta segura sobre a verdadeira história dessa empresa. De início, onze artigos de Roméro da Costa Machado, que trabalhou durante dez anos na Fundação Roberto Marinho, alcançando o cargo mais alto da Fundação, o de, e também o posto de assessor especial de José Bonifácio Sobrinho, o Boni, que foi durante muitos anos o braço direito de Roberto Marinho. Para acompanhar, destacamos o texto produzido pelo coletivo Intervozes, que oferece uma análise precisa sobre a Rede Globo. Boa leitura!

MANIFESTAÇÃO NO RIO DE JANEIRO
Contra-homenagem à Globo no RJ

MANIFESTAÇÃO EM SÃO PAULO
Anti-celebração na Paulista

ARTIGOS DE ROMÉRO DA COSTA MACHADO
O Império Globo de Crimes
Riocentro e Gasômetro
Operação Bandeirantes
Assaltos a bancos
A falência do Império Globo
A falência do Império Globo II (BNDES)
O escândalo da TV Globo São Paulo
O escândalo do Papatudo
O retrato de Roberto Marinho de Preto e Branco
Nem os anônimos escapam da Globo
O escândalo Proconsult
De ladrão de bancos a ladrão de carros
Central Globo de Boatos
Tribunal de Contas enterra sonho da Globo
Afundação Roberto Marinho
Reflexos do livro Afundação Roberto Marinho
Entre a impunidade e a perseguição
Collor e Roberto Marinho
O supermercado Globo
A garota Rede Globo de programa
Uma novela chamada Chantagem
A vítima da vez
A manipulação da informação
A interferência da Globo na vida das pessoas
A Globo e a exploração de menores
A Globo e o Ibope Fahrenheit
A síntese do Império Globo de Crimes

TEXTO DO COLETIVO INTERVOZES
40 anos de Rede Globo: não há nada para comemorar


Fonte: Fazendo Média

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Homofobia Não!




"Homofobia é a prova do quanto o ser humano pode ser irracional e sem noção de respeito ao próximo, seja quem for." - Thiago Silvestre, Mr. Gay Brasil






Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.
Apesar deste reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação da diversidade sexual, as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) ainda sofrem cotidianamente as conseqüências da homofobia, que pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional aos homossexuais: pessoas que têm atração afetiva e sexual para pessoas do mesmo sexo.



A homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. Aqueles que abrigam em sua mente esta fobia ainda não definiram completamente sua identidade sexual, o que gera dúvidas, angústias e uma certa revolta, que são transferidas para os que professam essa preferência sexual. Muitas vezes isso ocorre no inconsciente destes indivíduos.


Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à opção homossexual.

O termo homofobia foi empregado inicialmente em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional do homossexualismo, com uma conotação profunda de repulsa, total aversão, mesmo sem motivo aparente. Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conformam suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência.


Alguns assimilam a homofobia a um tipo de xenofobia, o terror de tudo que é diferente. Mas esta concepção não é bem aceita, porque o medo do estranho não é a única fonte em que os opositores dos homossexuais bebem, pois há também causas culturais, religiosas – principalmente crenças cristãs (católicas, protestantes), judias ou muçulmanas -, políticas, ideológicas – grupos de extrema-esquerda e de extrema direita -, e outras que se entrelaçam igualmente no preconceito. Geralmente os fundamentalismos não cedem espaço ao homossexualismo. Há, porém, dentro dos grupos citados, aqueles que defendem e apóiam os direitos dos homossexuais. Dentro das normas legais, também há variantes, ou seja, há leis que entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto se diversificam. E, por mais estranho que pareça, em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo a pena de morte contra homossexuais.

O homófobo pode reagir perante os homossexuais com calúnias, insultos verbais, gestos, ou com um convívio social baseado na antipatia e nas ironias, modos mais disfarçados de se atingir o alvo, sem correr o risco de ser processado, pois fica difícil nestes casos provar que houve um ato de homofobia. Alguns movimentos são realizados em código, compartilhados no mundo inteiro pelos adversários dos homossexuais, tais como assobios, alguns cantos e bater palmas.




Lei PLC 122/06

Apóie a aprovação do PLC 122/06. Em menos de 1 minuto, você assina o abaixo-assinado, envia seu voto para os 81 senadores e ainda indica a Campanha para seus amigos. Entre no site https://www.naohomofobia.com.br/home/index.php e veja como apoiar a campanha.

Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.

O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.

Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Isto quer dizer que todo cidadão ou cidadã que sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero poderá prestar queixa formal na delegacia. Esta queixa levará à abertura de processo judicial. Caso seja provada a veracidade da acusação, o réu estará sujeito às penas definidas em lei.

O texto do Projeto de Lei PLC 122/2006 aborda as mais variadas manifestações que podem constituir homofobia; para cada modo de discriminação há uma pena específica, que atinge no máximo 5 anos de reclusão. Para os casos de discriminação no interior de estabelecimentos comerciais, os proprietários estão sujeitos à reclusão e suspensão do funcionamento do local em um período de até três meses. Também será considerado crime proibir a livre expressão e manifestação de afetividade de cidadãos homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais.

Apesar dos intensos esforços e conquistas do Movimento LGBT Brasileiro em relação ao PLC 122, ainda assim, ele precisa ser votado no Senado Federal. O projeto enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos. Por este motivo, junte-se a nós e participe da campanha virtual para divulgar e pressionar os senadores pela aprovação do projeto.


Para ler o projeto de lei na íntegra, clique aqui.



Fontes:

Info Escola

ABGLT

Não Homofobia!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

AUTO-DEFESA, AÇÃO DIRETA E INSURREIÇÃO


Para construirmos um novo mundo temos que destruir o velho, ou então correremos o risco de cedo ou tarde sermos engolidos novamente pelo sistema. A ação direta, o que inclui a sabotagem, exerce aqui um importante papel, e o insurrecionalismo nos inspira com a atmosfera do conflito permanente contra esta ordem. Obviamente construirmos uma realidade autônoma significa um forte ataque contra este sistema de dominações. Porém, é necessário igualmente um ataque contra as manifestações e estruturas físicas da civilização, assim como desenvolvermos também uma capacidade de auto-defesa de nossa autonomia.

Auto-Defesa:
Precisamos construir uma cultura de auto defesa, as artes marciais e esportes como parkour podem nos oferecer boas informações . A auto defesa é exigida em diversas situações, desde um simples passeio pelas ruas onde podemos ser surpreendidos por otários fascistas, até mesmo quando fugimos da policia, caso sejamos pego de surpresa numa ação direta, ou então numa manifestação, e quando corremos risco de despejo em nossas ocupações. Este é um tema em aberto, e ainda pouco debatido e praticado por aqui no Brasil. Porém de importância vital


Ação Direta:
A ação direta na verdade é uma forma de auto defesa, mas digamos que é uma auto defensa 'ofensiva' . por exemplo, incendiar as instalações, maquinários e ferramentas de uma futura construção (uma rodovia ou hidrelétrica por exemplo) que irá devastar uma grande área de floresta e prejudicar aldeias indígenas é um ato de auto defesa, mas também é um ataque.
Grupos clandestinos sob a sigla da ALF (animal liberation front) e ELF (earth liberation front) são alguns exemplos de ação direta que utilizam a sabotagem e danos materiais e econômicos como forma de impedir as práticas que tem arruinado o planeta, matando e humilhado os animais. a ALF e ELF não possuem líderes, nem organizações formais, sede etc, qualquer um pode agir em nome destas siglas para sabotar aqueles que destroem a terra e denunciar tais práticas.


Insurrecionalismo:
O insurrecionalismo é uma perspectiva que visa identificar as dominações e atacar, sem esperar uma crítica pura, final e verdadeira. Insurrecionalismo é o conflito permamente contra esta ordem , visando a destruição do sistema e a retomada imediata do controle de nossas próprias vidas, de acordo com nossos desejos e afinidades. O insurrecionalismo também visa criar uma atmosfera ou um momento de revolta generalizada contra a ordem dominante.

Fonte: Erva Daninha

ANARQUIA X DESORDEM / ANARQUIA X UTOPIA


Mas os anarquistas não são a favor da desordem?

Os anarquistas durante muito tempo foram difamados como meros atiradores de bombas e promotores do caos. Foram difamados pelos formadores de opiniões (jornais, revistas, escolas, partidos ) e por aqueles que detêm o poder ao afirmarem que a sociedade que os anarquistas desejavam, sem nenhum governo, sem autoridades, seria um campo de guerra, um caos generalizado, com fome , genocídio, violência e extrema desordem. Porém são estas as características de todas as sociedades baseadas em governos, na autoridade, na hierarquia e na domesticação. É exatamente esta a situação que vivenciamos no mundo hoje nas mãos dos políticos e poderosos que são defendidos pelos formadores de opinião que acusam os anarquistas de desordeiros e propagadores do caos. É exatamente esta situação que caracteriza uma sociedade com governo e autoridades. Um exemplo é a guerra em nome da democracia que deixou o Iraque arrasado, com milhares de pessoas mortas!
E é nisso que os anarquistas querem dar um fim, querem dar um fim a esta existência tóxica, violenta e doentia.
Os anarquistas constroem e lutam por uma existência totalmente oposta a esta que vivemos atualmente. uma sociedade onde não exista abismos entre as pessoas, onde não exista uma separação entre o ser humano e a natureza, uma sociedade onde compartilhamos a terra e seus recursos com todos os seus habitantes. Uma existência livre de dominações e exploração. Uma existência saudável e plena.


Anarquia é uma idéia maravilhosa, mas nunca funcionou e provavelmente nunca funcionará!

- A resposta que podemos dar para aqueles que fazem esta afirmação pode ser a seguinte: A anarquia da certo, a anarquia sempre deu certo e foi o melhor modo de viver que os seres humanos experimentaram (até o surgimento da civilização, a dez mil anos atrás, a humanidade viveu 99% de sua existência num modo de vida que podemos chamar 'anarquia primitiva' ou 'anarquia original'). O que não da certo para a humanidade é uma existência baseada na propriedade privada, no controle do Estado sobre a vida das pessoas e na domesticação da vida.
Uma existência baseada nestas instituições resulta na realidade doentia que vivenciamos hoje, uma existência vazia.
Romper com este sistema e buscarmos uma existência anarquista que identifique e recuse toda forma de dominação é algo saudável e extremamente necessário.
A anarquismo, em poucas palavras, é a luta contra todas as formas de dominações e a construção de uma existência livre e prazerosa.
Todo obstáculo para a existência de uma vida livre devem ser destruídos.
No entanto, existem temas e questões fundamentais para os anarquistas, que devem ser discutidas, denunciadas, combatidas e praticadas.
A seguir apresentaremos algumas dessas questões que os anarquistas em geral consideram de grande importância.

Fonte: Erva Daninha

UMA INTRODUÇÃO A ANARQUIA (Talvez você seja anarquista e nunca soube disso)


Uma breve e acessível introdução as idéias e práticas anarquistas.
(nota: este panfleto não tem a intenção de definir e delimitar o que é a anarquia. Este panfleto não é um manifesto anarquista, muito menos representa a opinião dos anarquistas em geral, é uma tentativa de compartilhar as perspectivas e a luta anarquista entre todos aqueles interessados em fazer deste mundo um lugar melhor).

Algumas palavras sobre Anarquia:
- A anarquia é uma existência livre de qualquer forma ou prática de dominação.
- Anarquia basicamente significa "sem governo", porém não significa apenas a ausência e a rejeição de governo, significa também a rejeição de qualquer forma de hierarquia, dominação, poder e autoridade.
- A anarquia foi basicamente o modo de vida na qual a humanidade viveu durante a maior parte de sua existência ( cerca de 99% da história humana ).
A cerca de dez mil anos atrás, grupos humanos começaram a trocar uma existência livre e em comunhão com a natureza por uma existência tóxica, infeliz, opressiva, violenta e alienada. Este modo de vida baseado no sedentarismo, na agricultura intensiva, na domesticação de animais e da natureza, na opressão da mulher, na divisão de trabalho, na hierarquia, no controle e exploração dos indivíduos e comunidades começou a se espalhar pelo mundo, um modo de vida que tem se espalhado pelo mundo até hoje. O capitalismo tecnológico é a atual manifestação desse modo de vida, uma modo de vida que está levando o planeta e seus habitantes à destruição.
- O anarquismo ou os anarquistas não oferecem nenhuma utopia ou ideal de sociedade. O anarquismo almeja uma existência livre de autoridades, governos e em harmonia com a natureza. Vários caminhos para uma existência livre, que se manifesta em diversas formas, podem ser tomados. A diversidade das formas, das iniciativas e da construção de uma existência anarquista é de extrema importância.
- Uma existência livre de obrigações sem sentido e tarefas que não nos interessam; livre de pessoas que nos dizem o que fazer, como e quando fazer; uma existência onde cada indivíduo seja honrado e respeitado; onde não precisamos sacrificar nossas vidas como fazemos hoje por necessidades básicas como moradia e alimento; uma existência onde podemos conviver com aqueles que amamos e sentimos afinidades; uma existência onde possamos desenvolver nossas habilidades; uma existência onde as crianças possam se desenvolver livremente como indivíduos plenos e completos que são; uma existência onde sejamos capazes de cuidar de nós mesmos e onde as decisões sejam tomadas por todos, respeitando as necessidades individuais e capacidades de cada um; uma existência que no lugar da competição pratiquemos o apoio mútuo, um existência onde todas as pessoas tenham acesso aos recursos para uma vida plena e saudável; uma existência saudável que respeite todas as formas de vida e o planeta.
Se você compartilha conosco esses desejos, talvez você seja um anarquista e nunca soube disso?

Fonte: Erva Daninha

O LIXO NOSSO DE CADA DIA

domingo, 18 de outubro de 2009

SOU ATEU SIM, E DAÍ?


Pra começar: foda-se as igrejas, foda-se os pastores, foda-se os padres, foda-se a salvação, foda-se a bíblia, foda-se deus e foda-se os fanáticos religiosos.
Sim, assumo, sou ateu, e daí? O que isso muda? Eu não continuo a mesma pessoa? O mesmo pensamento?
Minha aversão às religiões a cada dia aumenta. E os fanáticos religiosos me enojam. Fico entristecido em conversar com um fanático religioso. Sabe aqueles cavalos que tem uma proteção nos olhos? São eles. Eles só enxergam o que os pastores mandam. E o mais engraçado disso tudo é que eles não tem entendimento de nada que está escrito na bíblia e ainda nos mandam ler. Acredito que muitos ateus, como eu, tem mais conhecimento da bíblia do que muito fanático religioso. Falo isso porque já questionei vários fanáticos religiosos e não me dão respostas cabíveis, dizem apenas que se não está ali, na bíblia, é porque deus não quis, ou então porque eu não estou lendo com o espírito santo, ah sabe de uma, que se foda o espírito santo também.
Sou ateu, mas não sou doente... Ateísmo não é doença, não me menospreze por isso, não diga que sou filho de satanás, ou seguidor dele (pra eles não existem o meio-termo, ou você segue a “palavra” de deus ou você é seguidor de satanás. Hahahahahaha [eu morro com isso]), e não me diga que eu não vou ser salvo e que jesus é salvação e está voltando (essa conversa eu escuto desde quando eu nasci).
Ainda respeito quem acredita em deus e respeito às religiões, mas isso está mudando, estou respeitando mas não estou sendo respeitado, muitas vezes evito discutir pra que não possa causar briga... Acho que, assim como eu respeito a opinião deles, eles deveriam respeitar minha opinião.

sábado, 17 de outubro de 2009

Maus


"Essa hístoria em quadrinhos não é Tom & Jerry"


A segunda guerra mundial, um dos tantos marcos cruéis na história da humanidade, rende, até hoje, estudos, livros, ensaios e filmagens. Porém, um dos mais marcantes e verdadeiros relatos do que aconteceu em meio à tragédia que teve início na Alemanha foi apresentado ao mundo na forma de uma história em quadrinhos. Maus, de Art Spiegelman, publicado no Brasil pela Editora Brasiliense, em duas partes (formato livro), nos traz um impressionante relato da trajetória de um Judeu em meio à guerra.

O judeu em questão é o pai do autor, que é apresentado na história já como uma pessoa de idade, narrando ao filho sua passagem pela guerra. Portanto, o livro é baseado em fatos reais, um relato detalhado, minucioso até, que nos apresenta tudo em detalhes, inclusive a personalidade das pessoas envolvidas, principalmente do protagonista, mesquinho, avarento e racista, embora inteligente, perspicaz, dotado de uma intuição fantástica e, principalmente, de muita, muita sorte.

NazistaEm Maus, mais que os desenhos, o que salta aos olhos é o roteiro. Os personagens são muito bem caracterizados, têm vida própria, pulsante. É difícil permanecer indiferente à leitura desta obra. A crueldade dos fatos é gritante, machuca, incomoda. A qualidade com que o autor associa texto e imagens é tal, que é impossível não imaginar na própria pele a dor, a angústia, o medo e o terror impostos pelos nazistas.

AmericanoA caracterização dos personagens é um capítulo à parte. Os judeus são retratados como ratos, os alemães como gatos, os americanos como cachorros e os poloneses como porcos. Isso não diminui a grandeza da obra. Pelo contrário! Aumenta ainda mais, pois, além da originalidade, torna a leitura ainda mais fluente. Outro mérito é o humor, muitas vezes ácido e corrosivo, mas sempre inteligente.

PolonêsOs personagens secundários, alguns com passagens relâmpagos pela história, são marcantes. São diversos fatos ocorridos ao redor do protagonista, em toda sua caminhada no decorrer da guerra. Homens, mulheres, velhos, jovens e crianças, todos jogados a um destino incerto e quase sempre terrível, tentando, de todas as maneiras, possíveis e impossíveis, buscar a sobrevivência através da esperança, uma esperança vã, que não resiste à certeza dos fatos. E a única certeza, para as vitimas dessa guerra, era a morte.

RatoeiraInfelizmente, não posso entrar em maiores detalhes, pois estragaria as surpresas que ocorrem no decorrer da leitura, página após página. Mas devo dizer que é tão envolvente, que não existe a possibilidade do leitor parar a leitura no meio. É um frenesi! Você começa e só para no final.

Por fim, na minha humilde opnião, toda grande obra fica gravada em nossa memória, e nos faz refletir. "Maus" encaixa-se nessa categoria. Tente colocar-se no lugar do personagem principal, e você entenderá o que quero dizer. Além do que, com certeza, nunca mais você colocará comida no prato e deixará sobras...

Art SpiegelmanSpiegelman foi procurado por diversas vezes com propostas para transformar a obra em filme, porém recusou-se. "Não entendo porque em nossa cultura ninguém parece acreditar que algo não é real, até que seja transformado em filme", declarou. Em sua opinião, Maus encontrou seu formato ideal nos quadrinhos.

Imprescindível tanto para colecionadores de HQ's quanto para aqueles que apreciam obras literárias, Maus não deve faltar em nenhuma biblioteca particular que se preze.





Personagens

* Art Spiegelman - Filho de Vladek, criador dos quadrinhos.

* Vladek Spiegelman - Judeu polonês sobrevivente do Holocausto.

* Anja Spiegelman - Mãe de Artie, também sobrevivente do Holocausto.

* Richieu Spiegelman - Irmão de Artie, morreu ainda criança, envenenado por Tosha que não queria deixar o Alemães levá-los para as câmaras de gás.

* Mala Spiegelman - Segunda Mulher de Vladek. Os dois vivem brigando por causa de dinheiro e manias que Vladek adquiriu enquanto estava em poder dos Nazistas.

* Francoise - Mulher de Artie. Francesa. Converteu-se ao judaísmo.

* Sr. Zylberberg - Pai de Anja. Se achava rico demais pra morrer. Acaba indo para Auschwitz por ser velho demais e morre.

* Orbach - Amigo de Vladek. Ajuda Vladek dizendo que este era seu primo.

* Pai do Vladek - pai de Vladek. Pula a cerca procurando a filha (Fela) e acaba ficando no estádio pra morrer.

* Tio Herman - irmão de Anja. Ele e a esposa estavam nos EUA quando começou a guerra, seus filhos ficaram no Holocausto.

* Tosha - irmã mais velha de Anja. Muda-se com o marido, a filha e o sobrinho (Richieu). Com medo dos Alemães se envenenou e envenenou as crianças também.

* Sr. Ilzecki - Cliente de Vladek antes da guerra. Participa do mercado negro. Oferece levar Richieu pra um lugar seguro, mas Anja recusou.

* Nahum Cohn - Comerciante. Participou com Vladek no comércio de mercadorias sem cupom (mercado negro). Foi enforcado.

* Avós da Anja - Moravam com os pais e o resto da família de Anja. São escondidos pela família até serem levados pelos Alemãs. Morreram nas câmaras de gás.

* Lolek - sobrinho de Vladek, filho de Herman. Abandona Anja e Vladek por não querer mais se esconder. Sobrevive ao Holocausto e torna-se professor universitário.

* Haskel Spiegelman - primo de Vladek, faz parte da polícia judáica no gueto.

* Miloch Spiegelman - primo de Vladek. Supervisor na fábrica de calçados, ajuda alguns judeus a se esconderem dos Alemães e depois quando Vladek vai para Hungria ele e sua família se escondem com Motonowa.

* Pesach Spiegelman - primo de Vladek. Vendeu "bolo de sabão em pó" no gueto.

* Sr. Lukowski - porteiro da antiga casa de Anja. Ajuda-os a se esconder e indica-os a Casa de Sra. Kawka.

* Sra. Kawka - Abrigou Vladek e Anja no celeiro de sua casa em Sosnowiec. Apresentou-os aos traficantes que combinaram de levá-los para Hungria.

* Sra. Motonowa - Polonesa que vendia comida sem cupom. Abrigou Vladek e Anja em Sosnowiec.

* Mandelbaum - antigo conhecido de Vladek, possuia uma loja de massas antes da guerra. Foi com Vladek para Hungria.

* Abraham - Sobrinho de Mandelbaum, vai primeiro para a Hungria e promete a Vladek e a seu primo enviar-lhes cartas avisando sobre sua situação.

* Os Karps - vizinhos de Vladek nos bangalôs de Catskills.

* Kapo do Vladek - Ajudou Vladek no campo de concentração em troca de aulas de Inglês.

* Pavel - Judeu sobrevivente do Holocausto. Atualmente psicólogo de Artie.

* Yidl - Chefe de Vladek na funilaria em Auschwitz. Comunista.

* Mancie - Namorada de um Kapo que ajuda Anja e Vladek a se encontrarem.

* O Francês - Amigo de Vladek. Recebia pacotes da Cruz Vermelha com comida e dividia com Vladek, já que este era o único com quem conversava, afinal não sabia falar nem polonês nem alemão.

* Shivek - Amigo de Vladek de antes da Guerra. Os dois se reencontram quando saem de seus respectivos campos de concentração.

* A cigana -Fala sobre passado e futuro de Anja, seus filhos e família, e dá esperanças sobre Vladek.

Personificação
Nos quadrinhos de Spiegelman os animais simbolizam diferentes nacionalidades e raças diferentes:

* Ratos - Judeus: Podem ser vistos como vítimas fracas e indefesas e simbolizam a idéia nazista dos judeus serem vermes, assim como a incapacidade dos nazistas de acabar com essa raça por causa do seu grande número populacional.

* Porcos - Poloneses: Os poloneses ficaram ofendidos, mas Spiegelman explica que os porcos têm boa reputação com os americanos por causa de programas de TV como: Miss Piggy e Pork Pig.

* Gatos - Alemães: Inimigos e perseguidores naturais dos ratos.

* Sapos - Franceses: Referência direta ao apelido francês e participação dos sapos na culinária francesa.**

* Cachorros - Estadunidenses: Compara a antipatia do cão ao gato aos estadunidenses e alemães, inimigos na II Guerra Mundial.

* Renas - Suíços:

* Ursos - Russos:

* Peixes - Britânicos:
**Spiegelman queria dar um ar de sofisticação aos franceses, e em uma conversa com sua esposa ele fala que coelhos seriam muito inocentes para os franceses, e a lembra do anti-semitismo.



Links para Download:

Volume I
Volume II

Fontes:
Wikipédia
Universo HQ

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

AÇÃO DIRETA!!!


Ação Direta pode ser definida como qualquer ação que trata diretamente de uma questão, fazendo uma diferença física no mundo, e do mundo, desconsiderando a percepção dos outros sobre isso. Seu efeito fundamental é causar uma mudança real no mundo físico - e isso pode ou não mudar o mundo mental dos outros. (Exemplo: Se você alimentar uma pessoa faminta, você estará diretamente, causando uma mudança física no mundo - se dedicando a um interesse que você vê. Essa ação pode ou não acabar mudando a opinião de alguém sobre a questão - mas a questão foi tratada no mundo físico, mesmo que a mente das pessoas seja ou não mudada).
Lawrence Jarach propôs uma explicação adicional útil em seu artigo "Instead of a Meeting":
"Esse termo (ação direta) se tornou distorcido e mal utilizado por vários ativistas políticos nos últimos 30 anos. Em seu significado anarquista original, o termo se refere a qualquer ação ocorrida sem permissão, e fora dos interesses de instituições governamentais. Significa se voluntariar ao Food Not Bombs, entrar em greve (principalmente sem a aprovação de um sindicato), expropriação, ou produzir uma estação de rádio livre. Não significa se engajar em desobediência civil com a cooperação da polícia; não significa romper com a lei ou quebrar uma vitrine se a intenção for meramente registrar uma desaprovação de alguma lei governamental. Destruir coisas podem ser exemplos de ações diretas - mas a intenção por detrás desses atos é o que é importante, e não os atos em si. A ação direta não tem nada a ver com pressionar qualquer parte de um governo para modificar uma lei; ela é, por definição, anti-estado. Tentar alterar uma diretriz governamental é chamado de lobbying; ele é direcionado aos representantes, e portanto, não pode ser chamado de ação direta. Apresentar uma lista de exigências ou protestar contra uma lei em particular, com a esperança de ser notado pelo estado (do qual os governantes de alguma forma irão mudar algo no modo que essa lei funciona), jamais é uma ação direta, mesmo se os meios utilizados para pressionar os governantes sejam ilegais. Ação direta é quando nós fazemos coisas para nós mesmos, sem pedir, perguntar ou exigir que alguma autoridade nos ajude."

Uma terceira e excelente descrição do significado da ação direta foi apresentada em um artigo chamado "(What could there possibly be) Beyond Democracy?" publicado na Harbinger #3, uma publicação lançada pela CrimethInc. Aqui está:
Autonomia significa ação direta, sem esperar por requerimentos para se passar pelos "canais estabelecidos" só para depois se atolar em papeladas burocráticas e negociações sem fim. Estabeleça seus próprios canais. Se você quer que pessoas famintas comam, não dê dinheiro para a caridade rica e burocrática; descubra aonde a comida está sendo desperdiçada, colete-a, e alimente essas pessoas. Se você quer uma casa própria acessível, não tente ir atrás da prefeitura da sua cidade para que seja feita uma lei - que demorará anos, enquanto pessoas dormem nas ruas todas as noites; ocupe prédios abandonados e divida-os, e organize grupos para defendê-los quando os capangas dos proprietários ausentes aparecerem. Se você quer que as corporações percam seu poder, não faça petições para que os políticos imponham limites em seus próprios mestres; descubra modos de trabalhar com outros para que simplesmente tome o poder deles: não compre seus produtos, não trabalhe para eles, sabote seus anúncios, propagandas e prédios; impeça que seus encontros aconteçam, e que seus produtos sejam produzidos ou entregue ao mercado. Eles usam táticas similares para exercerem poder sobre você; só parece válido porque eles compraram leis e hábitos sociais, também. Não espere permissão ou organização de alguma autoridade de fora, não implore para um poder maior organizar sua vida para você. Aja.


Fonte: Erva Daninha

terça-feira, 13 de outubro de 2009

MUDE O MUNDO!



1. Tampe suas panelas enquanto cozinha.
Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se dissipa no ar.

2. Use uma garrafa térmica com água gelada.
Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d’agua.

3. Aprenda a cozinhar em panela de pressão.
Acredite, dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, etc… Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. Cozinhe com fogo mínimo.
Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez.
Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc…

6. Coma menos carne vermelha.
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda de criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente e fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável! O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. Não troque o seu celular.
Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem um. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. Compre um ventilador de teto.
Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. Use somente pilhas e baterias recarregáveis.
É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionado.
Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes.
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético.
Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

13. Não deixe seus aparelhos em standby.
Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. Mude sua geladeira ou freezer de lugar.
Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15/20 dias.
O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho por um “frost free” (modelo atual). Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico em médio/longo prazo.

16. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias.
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas.
As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.

18. Tome banho de chuveiro.
E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. Use menos água quente.
Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. Pendure ao invés de usar a secadora.
Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

21. Nunca é demais lembrar: RECICLE!
Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. Faça compostagem.
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. Reduza o uso de embalagens.
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. Compre papel reciclado.
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. Utilize uma sacola para as compras.
Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. Plante uma árvore.
Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. Compre alimentos produzidos na sua região.
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. Compre alimentos frescos ao invés de congelados.
Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

29. Compre orgânicos.
Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros, pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura “tradicional”? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

30. Ande menos de carro.
Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa duas vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro.
Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. Mantenha seu carro regulado.
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. Lave o carro a seco.
Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente.
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

35. Use o telefone ou a Internet.
A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. Voe menos, reúna-se por videoconferência.
Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. Economize CDs e DVDs.
CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. Proteja as florestas.
Por anos os ambientalistas foram vistos como “eco-chatos”. Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. Considere o impacto de seus investimentos.
O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata.
Seja o banco onde você investe ou o fabricante do xampu que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. Desligue o computador.
Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. Considere trocar seu monitor.
O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente.
Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. Não permita que as crianças brinquem com água.
Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles valor desse bem tão precioso.

45. No hotel, economize toalhas e lençóis.
Use o bom senso… Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençóis, a não ser que você mije na cama…

46. Participe de ações virtuais.
A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. Instale uma válvula na sua descarga.
Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. Não peça comida para viagem.
Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. Regue as plantas à noite.
Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. Freqüente restaurantes naturais/orgânicos.
Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. Vá de escada.
Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes.
Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses e os de todo o planeta sejam atendidos

53. Divulgue essa lista!
Envie essa lista por e-mail para seus amigos, divulgue o link do post no seu blog ou orkut, reproduza-a livremente, e, quando possível, cite a fonte. O “Joes” e o mudeomundo.com.br agradecem! O planeta também!
Fonte: http://mudeomundo.com.br

domingo, 11 de outubro de 2009

Por que o blog é preto?

Numa conversa com Dinho, ele falou que queria mudar a cor de fundo do blog, citando que incomoda a visão, e eu discordei. Vou colocar aqui os motivos dessa página ser preta.

No ano passado conheci o Pretog, que nada mais é do que o Google com a cor preta. Analisando o porquê de um "Google preto", ví que, quando criasse um blog ou site, seria preto.

Veja os argumentos apresantados pela equipe do Preto g:

O Pretog é um site de busca na base de dados do Google, porém com o fundo preto, e seu objetivo é REDUZIR A TENSÃO E OS MALES CAUSADOS AOS OLHOS em função do excesso de luminosidade projetada pelos sites de fundo branco e REDUZIR O CONSUMO DE ENERGIA necessária para fazer as suas pesquisas. Entenda melhor lendo o trecho abaixo.

Você sabia?

  • Para exibir uma tela inteira branca, seu computador usa cerca de 74 watts, enquanto para mostrar uma preta o consumo é de 59 watts.

  • O excesso de luminosidade produzida por um fundo totalmente branco é muito mais prejudicial aos olhos que um fundo totalmente preto.

Interessante, não é? Agora, imagine a quantidade de energia que seria economizada se o Google - que é inteiramente branco e recebe cerca de 200 milhões de buscas por dia - fosse totalmente preto. Por isso, nós colocamos na Internet a versão escura do Google - o Pretog.

Em seu blog (EcoIron), o americano Mark Ontkus fez as contas dessa economia e, partindo do pressuposto que cada busca é exibida por 10 segundos, chegou à conclusão que essa mudança economizaria 750 megawatts/hora (mWh) por ano!


Assim, se o Autonomia e Autogestão for preto, ajudará (claro que em uma escala infinitesímal) a economia de energia do planeta.

Uma Introdução ao Pensamento e Prática Anarquista Anti-Civilização


Este texto não é para ser "os princípios que definem" um "movimento" anarquista verde, nem mesmo um manifesto anti-civilização; é um olhar sobre idéias e conceitos básicos de membros de coletivos que dividem consigo e outros que se identificam com os anarquistas verdes. Nós entendemos e celebramos a necessidade de manter nossas visões e estratégias abertas, e discussões sempre são bem vindas.

Nós sentimos que cada aspecto do que pensamos e do que somos precisam ser desafiados e permanecer flexíveis se nós quisermos crescer. Não estamos interessados em desenvolver uma nova ideologia, perpetuar uma visão de mundo única. Nós também entendemos que nem todos anarquistas verdes são especificamente contra a civilização (mas custamos a entender como alguém pode ser contra todo tipo de dominação sem pensar em suas raízes: a própria civilização). Até aí, entretanto, muito dos que usam o termo "anarquista verde" criticam a civilização e tudo que vem junto com ela (domesticação, patriarquismo, divisão de trabalho, tecnologia, produção, representação, alienação, controle, destruição da vida, etc.).

Enquanto alguns gostariam de falar em termos de democracia direta e jardinagem urbana nós achamos que é impossível e indesejável fazer a civilização mais "verde" e/ou fazê-la mais "justa". Nós sentimos que é importante mover radicalmente em direção a um mundo descentralizado, para desafiar a lógica e a formação de opinião da cultura-da-morte, acabar com toda mediação em nossas vidas, e destruir todas as instituições e manifestações físicas deste pesadelo. Nós queremos nos tornar não-civilizados. Em termos gerais, essa é a trajetória da anarquia verde no pensamento e na prática.

Anarquia vs. Anarquismo

Um fator que nós achamos ser importante para começar este texto é a distinção entre "anarquia" e "anarquismo". Alguns poderão entender isso como uma pura questão trivial ou semântica, mas para muitos pós-esquerdistas e anarquistas anti-civilização, esta diferenciação é importante. Enquanto o anarquismo serve como um importante ponto de referência histórica do qual se extrai inspirações e lições, ele tem se tornado muito sistemático, fixo e ideológico - tudo o que a anarquia não é. Admitidamente, a anarquia tem muito pouco a ver com a orientação social/política/filosófica do anarquismo e mais a ver com aqueles que se identificam como anarquistas. Sem dúvida, muitos de nossa "linhagem" anarquista ficariam desapontados por esta tendência em solidificar algo que deveria estar sempre fluindo. Os primeiros que se identificaram como anarquistas (Proudhon, Bakunin, Berkman, Goldman, Malatesta e outros) respondiam a seus contextos específicos com suas próprias motivações e desejos específicos. Muito frequentemente, os anarquistas contemporâneos vêem estas pessoas como representantes e fundadores da anarquia, e criam uma atitude do tipo "o que Bakunin faria" (ou melhor, "pensaria") a respeito da anarquia, o que é trágico e potencialmente perigoso. Hoje, os que se identificam como anarquistas "clássicos" se recusam a aceitar qualquer realização em um território desconhecido dentro do anarquismo (ex.: primitivismo, pós-esquerdismo, etc.) ou tendências que têm estado frequentemente em desacordo com a aproximação com o movimento de massa dos trabalhadores (ex.: Individualismo, Niilismo, etc.). Estes anarquistas rígidos, dogmáticos e extremamente não-criativos foram muito longe em declarar que o anarquismo é uma metodologia social/econômica de organizar as classes trabalhadoras. Isso é obviamente um extremo absurdo, mas tais tendências podem ser vistas nas idéias e projetos de muitos anarco-esquerdistas contemporâneos (anarco-sindicalistas, anarco-comunistas, plataformistas, federacionistas, etc.).

O "Anarquismo" como se encontra hoje, é uma ideologia muito esquerdista, a qual nós devemos ir além. Em contraste, a "anarquia" é uma experiência sem forma, fluída e orgânica que abraça visões multifacetadas de libertação tanto pessoal quanto coletiva e sempre aberta. Como anarquistas nós não nos interessamos em formar uma nova estrutura ou conjunto de regras para viver e seguir, por mais "ética" ou "discreta" que pareça ser. Os anarquistas não podem oferecer um outro mundo para as pessoas, mas nós podemos levantar questões e idéias, tentar destruir toda dominação que impede nossas vidas e nossos sonhos e vivermos diretamente conectados com nossos desejos.


O que é Primitivismo?

Enquanto nem todos os anarquistas verdes se identificam especificamente como "Primitivistas", muitos reconhecem a importância que a crítica primitivista tem tido nas perspectivas anti-civilização. O primitivismo é simplesmente uma análise antropológica, intelectual e experimental das origens da civilização e das circunstâncias que levaram ao pesadelo que nós atualmente vivemos. O primitivismo reconhece que na maior parte da história humana, nós vivíamos em comunidades face-a-face, em harmonia uns com os outros e com o nosso redor, sem hierarquias e instituições para mediar e controlar nossas vidas. Os primitivistas querem aprender através das dinâmicas que ocorreram no passado e em sociedades contemporâneas coletoras-caçadoras/primitivas (aquelas que existiram e ainda existem fora da civilização). Enquanto alguns primitivistas querem um retorno completo e imediato às sociedades coletoras-caçadoras, muitos primitivistas sabem que um conhecimento do que foi bem-sucedido no passado não determina exatamente o que funcionará no futuro. O termo "Futuro Primitivo" criado pelo autor anarco-primitivista John Zerzan faz alusão de que uma síntese de técnicas e idéias primitivas pode ser unida com conceitos e motivações anarquistas contemporâneos situações descentralizadas saudáveis, sustentáveis e igualitárias. Aplicadas não ideologicamente, o anarco-primitivismo pode ser uma importante ferramenta no projeto de des-civilização.


O que é Civilização?

Os anarquistas verdes tendem a ver a civilização como os aparatos lógicos, institucionais e físicos da domesticação, controle, e dominação. Enquanto diferentes indivíduos e grupos priorizam aspectos distintos da civilização (ex. os primitivistas tipicamente se focam na questão das origens, as feministas primeiramente se focam nas raízes e manifestações do patriarquismo, e os anarquistas insurrecionalistas se focam principalmente na destruição das atuais instituições de controle), muitos anarquistas verdes concordam que ela é a base do problema ou a raiz das opressões, e que precisa ser desmantelada. A ascensão da civilização pode muito bem ser descrita como a mudança dos últimos dez mil anos de uma existência profundamente conectada com a teia da vida, para outra separada e em controle do resto da vida. Antes da civilização existia um amplo tempo livre, uma considerável autonomia e igualdade sexual, uma aproximação não-destrutiva do mundo natural, a ausência de violência, nenhuma instituição mediadora ou formal, e uma saúde vigorosa. A civilização iniciou a guerra, a subjugação da mulher, o crescimento populacional, o trabalho forçado, os conceitos de propriedade, hierarquias, e praticamente todas as doenças conhecidas, isso para citar apenas algumas das suas conseqüências devastadoras. A civilização conta e começa com uma renúncia forçada do instinto da liberdade. Ela não pode ser reformada, portanto é nossa inimiga.

Biocentrismo vs. Antropocentrismo

Um modo de analisar a extrema discordância entre as visões de mundo das sociedades primitivas e da civilização, é por meio de visões biocêntricas vs. antropocêntricas. O biocentrismo é uma perspectiva que nos coloca e nos conecta com a terra e a complexa teia da vida, enquanto o antropocentrismo, a visão dominante do mundo, da cultura ocidental, coloca o foco na sociedade humana excluindo outras formas de vida. Uma visão biocêntrica não rejeita a sociedade humana, mas a retira do status de superioridade e a coloca em equilíbrio com as outras formas de vida. Ela coloca uma prioridade em uma visão biorregional, profundamente conectada com as plantas, os animais, insetos, clima, condições geográficas, e o espírito do lugar que habitamos. Não há divisão entre nós e o meio ambiente, então não pode haver modernização ou diversidade da vida. Onde a separação e a modernização são as bases da nossa habilidade de dominar e controlar, a interconexão é um pré-requisito para uma profunda educação, atenção e compreensão. A anarquia-verde se esforça para ir além das idéias e visões antropocêntricas para um profundo respeito por toda vida e as dinâmicas dos ecossistemas que nos sustentam.

Uma Crítica a Cultura Simbólica

Um outro aspecto de que como nós vemos e relacionamos com o mundo que pode ser problemático, no sentido de que somos separados de uma interação direta com o mundo, é a nossa mudança em direção à uma quase que exclusiva cultura simbólica. Muitas vezes a resposta a esse questionamento é "Então vocês só querem reclamar?" o que talvez seja a intenção de alguns, mas essa crítica é um olhar para os problemas inerentes com uma forma de comunicação e compreensão que confia primordialmente no pensamento simbólico ao custo (e exclusão) de outros meios sensuais e não mediados. A ênfase no simbólico é um movimento da experiência direta para a experiência mediada, na forma de linguagem, arte, número, tempo etc. A cultura simbólica filtra toda a nossa percepção através de símbolos formais e informais. Está além de simplesmente dar nome as coisas, mas ter uma relação inteira com o mundo que é visto através das lentes da representação. É questionável se os seres humanos são como ?peças? do pensamento simbólico, ou se esse pensamento se desenvolveu como uma mudança ou adaptação cultural, mas o modo simbólico de expressão e compreensão é certamente limitado, e sua dependência leva à objetivação, alienação e a uma cegueira da percepção. Muitos anarquistas verdes promovem e praticam a aproximação e a reanimação de métodos dormentes e inutilizados de interação e percepção, como o toque, olfato, e telepatia, bem como desenvolver métodos únicos e pessoais de compreensão e expressão.

A Domesticação da Vida

A domesticação é o processo que a civilização usa para doutrinar e controlar a vida de acordo com a sua lógica. Esses mecanismos aperfeiçoados de subordinação incluem: domesticação, criação, manipulação genética, intimidação, extorsão, aprisionamento, adestramento, coerção, chantagem, escravidão, governo, terrorismo, assassinato - a lista continua, incluindo quase todas as interações sociais civilizadas. Suas ações e efeitos podem ser examinados e sentidos por toda sociedade, reforçada pelas várias instituições, rituais e costumes. É também o processo pelo qual populações humanas antes nômades se mudaram para uma existência sedentária e assentada através da agricultura e criação de animais. Este tipo de domesticação requer uma relação totalitária com a terra, com as plantas e os animais sendo domesticados. Ao passo que em um estado selvagem toda vida divide e compete por recursos, a domesticação destrói esse balanço. A paisagem domesticada (ex.: terras pastoris/campos de agricultura, e em um nível menor, horticultura e jardinagem) requer o fim da livre divisão dos recursos que antes existiam; onde antes era "tudo é de todos", agora é "meu". No romance Ismael, o autor Daniel Quinn fala sobre essa transformação dos "largadores" (aqueles que aceitavam o que a Terra oferecia) aos "pegadores" (aqueles que exigiam da Terra o que eles queriam). Essa noção de posse é o que levou a fundação da hierarquia social enquanto a propriedade e o poder emergiam.

A domesticação não somente muda a ecologia de uma ordem livre para uma ordem totalitária, como escraviza as espécies que são domesticadas. De modo geral, quanto mais um ambiente é controlado, menos sustentável ele se torna. A própria domesticação humana envolve vários tipos de posses e controles, em comparação com o modo de vida nômade e coletor. Não é de se esperar que muitas alterações feitas de uma vida nômade-coletora para vida domesticada não foram feitas de forma autônoma, mas foram feitas através da lâmina da espada e da mira das armas. Considerando que somente há 2.000 anos atrás a maior parte da população do mundo era composta de coletores-caçadores, agora não chega 0.01%. O caminho da domesticação é uma força colonizadora que tem trazido uma grande quantidade de patologias para as populações dominadas e para os criadores dessa prática. Vários exemplos incluem um declínio na saúde nutricional devido ao uso de dietas não diversificadas, cerca de 40 a 60 tipos de doenças foram integradas nas populações humanas através de animais domesticados (como a influenza, gripe comum, tuberculose e a gripe aviária), o aumento dos excedentes que poderiam ser usados para alimentar a população desequilibrada, o que invariavelmente envolve a propriedade e o fim da divisão incondicional.

As Origens e Dinâmicas do Patriarquismo

Para o início da mudança para a civilização, uns dos primeiros produtos da domesticação é o patriarquismo: a formalização da dominação masculina e o desenvolvimento das instituições que a reforçam. Criando falsas distinções e divisões sexuais entre homens e mulheres, a civilização novamente cria um "outro" que pode ser "coisificado", controlado, dominado, utilizado e transformado em produto. Isso ocorre paralelamente à domesticação de plantas na agricultura e animais para criação, em uma dinâmica geral, e também específica, como é o caso do controle da reprodução.
Como em outras regiões de estratificação social, papéis são definidos às mulheres para que assim se estabeleceça uma ordem rígida e previsível que beneficie a hierarquia. As mulheres passam a ser vistas como propriedade, assim como os campos de trigo ou as ovelhas no pasto. A posse e o controle absoluto tanto da terra quanto dos animais, escravos, crianças ou mulheres, é parte da dinâmica estabelecida da civilização. O patriarquismo exige a subjugação feminina e a usurpação da natureza, nos impulsionando a aniquilação total. O patriarquismo define o poder, o controle e o domínio sobre a vida selvagem, a liberdade e a vida. O condicionamento patriarcal domina todas as nossas interações; com nós mesmos, nossa sexualidade, nossa relação uns com os outros e a nossa relação com a natureza. Isso limita severamente o espectro de possíveis experiências. A relação interconectada entre a lógica da civilização e o patriarquismo é inegável; por milhares de anos eles transformaram cada nível da experiência humana, do nível institucional ao pessoal, enquanto devoravam a vida. Para ser contra a civilização devemos ser contra o patriarquismo; e para se questionar o patriarquismo se deve questionar a civilização.

Divisão de Trabalho e Especialização

A desconexão da habilidade de cuidarmos de nós mesmos e prover as nossas necessidades é uma técnica de separação e enfraquecimento perpetuado pela civilização. Nós somos mais úteis ao sistema, e menos úteis a nós mesmos, se estivermos alienados dos nossos desejos e das outras pessoas pela divisão do trabalho e especialização. Não estamos mais aptos a sair pelo mundo e fornecer a nós mesmos e a nossos queridos o alimento e as provisões necessárias para a sobrevivência. Ao invés disso, nós somos empurrados a um sistema de produção e consumo de mercadorias ao qual estamos sempre em débito. Injustiças da influência direta que se dá através do poder efetivo das várias categorias de "experts". O conceito de um especialista inerentemente cria uma dinâmica poderosa que enfraquece as relações igualitárias. Enquanto a Esquerda às vezes possa reconhecer esses conceitos politicamente, eles são vistos como dinâmicas necessárias, para manter ou regular, enquanto os anarquistas verdes tendem a ver a divisão de trabalho e a especialização como problemas fundamentais e irreconciliáveis, decisivos para as relações sociais na civilização.

A Rejeição da Ciência

Muitos anarquistas anti-civilização rejeitam a ciência como um método para compreender o mundo. A ciência não é neutra. É carregada com motivos e conceitos que são criados, e reforçam a catástrofe da dissociação, enfraquecimento e morte consumível da qual nós chamamos "civilização". A ciência assume o afastamento, que é construído através da própria palavra "observação". "Observar" algo é percebe-lo enquanto uma pessoa é distanciada emocionalmente e fisicamente, para ter um único canal de "informação", vindo do que é observado para essa pessoa, que é definida como não sendo parte do que foi observado.Essa visão mecânica e baseada na morte é uma religião, a religião dominante do nosso tempo. O método científico lida somente com o quantitativo. Ele não admite valores ou emoções, ou por exemplo, o modo como o ar cheira quando começa a chover ? quando ela lida com essas coisas, ela lida transformando-as em números, tornando a singularidade do cheiro da chuva em uma preocupação abstrata com a fórmula química para o ozônio, tornando o modo como ele faz você sentir, em uma idéia intelectual de que as emoções são somente uma ilusão vinda do aquecimento dos neurônios. O próprio número em si não é real, mas um estilo de pensamento que foi escolhido. Escolhemos um hábito mental que foca nossa atenção em um mundo fora da realidade, onde nada possui qualidade ou vida própria. Escolhemos transformar a vida na morte. Os cientistas mais cautelosos podem admitir que o que eles estudam não passa de uma simulação limitada do mundo real complexo, mas poucos deles percebem que esse foco limitado é auto-alimentador, que ele construiu sistemas tecnológicos, econômicos e políticos que trabalham juntos, que sugam nossa realidade para eles mesmos. Tão limitado quanto o mundo dos números, o método científico nem ao menos permite todos os números ? somente os números que são reproduzíveis, previsíveis, e a mesma coisa para todos os espectadores. Claro que a própria realidade não é reproduzível ou previsível ou a mesma para todos os espectadores. Mas tampouco são mundos de fantasia derivados da realidade.

A ciência não pára em nos colocar em um mundo de sonhos ? ela vai além, e faz desse mundo de sonhos o nosso pesadelo, onde seus conteúdos são selecionados para a serem previsíveis, controláveis e uniformes. Toda a surpresa , tudo relativo aos nossos sentidos são reprimidos. Por causa da ciência, os estados de consciência que não podem ser seguramente determinados são classificados como insanos, ou, na melhor das hipóteses, ?incomuns?, e excluídos. Experiências anormais, idéias anormais, e pessoas anormais são rejeitadas ou destruídas como se fossem componentes defeituosos de uma máquina. A ciência é somente uma manifestação, que está presa a uma ânsia por um controle que nós temos desde que começamos a cultivar terras e cercar animais ao invés de explorarmos o mais imprevisível (mas mais abundante) mundo da realidade, ou ?natureza?. E a partir daí, essa ânsia conduziu cada decisão, do que se diz ?progresso?, até e incluindo a reestruturação genética da vida.

O Problema da Tecnologia

Todos os anarquistas verdes de alguma forma questionam a tecnologia. Enquanto há aqueles que ainda propõem noções de tecnologias "verdes" ou "apropriadas" e buscam análises racionais para se apegarem por formas de domesticação, muitos rejeitam completamente a tecnologia. A tecnologia é muito mais do que fios, silicone, plásticos e aço. Ela é um sistema complexo que envolve divisão de trabalho, extração de recursos, e a exploração dos outros para benefício daqueles que executaram seu processo. A interface e o resultado da tecnologia sempre é uma realidade alienada, mediada e distorcida. Apesar do que dizem os apologistas pós-modernos e outros tecnófilos, a tecnologia não é neutra. Os valores e objetivos daqueles que produzem e controlam a tecnologia estão sempre embutidos nela.

A tecnologia se difere dos instrumentos simples em vários aspectos. Uma ferramenta simples e o uso temporário de um elemento em um nosso meio para uma tarefa específica. Ferramentas simples não envolvem sistemas no qual alienam o usuário do ato. Esta separação é absoluta na tecnologia, criando uma experiência doentia e mediada, o que resulta em várias formas de autoridades. A dominação aumenta toda vez que uma nova tecnologia é criada, necessitando a construção de mais tecnologia para o suporte, abastecimento e reparo de tal tecnologia. Isto tem levado rapidamente ao estabelecimento de um sistema tecnológico complexo que parece ter uma existência independente dos humanos. Dejetos-produtos da sociedade tecnológica estão poluindo tanto nosso ambiente físico quanto nosso ambiente psicológico. Vidas são roubadas a serviço da maquina e do efluente tóxico do combustível tecnológico - ambos estão nos chocando. A tecnologia hoje tem multiplicado a si mesma, com algo semelhante a uma sinistra "sensibilidade". A sociedade tecnológica é uma infecção planetária, impulsionada adiante pelo seu próprio ímpeto, rapidamente ordenando um novo tipo de ambiente desenvolvido para a eficiência mecânica e expansionismo tecnológico. O sistema tecnológico metodicamente destrói, elimina e subordina o mundo natural, construindo um mundo que sirva somente para as maquinas. O ideal que o sistema tecnológico aponta é a mecanização de tudo aquilo que encontra.

Produção e Industrialismo

Um componente-chave da estrutura tecno-capitalista moderna é o Industrialismo, o sistema mecanizado construído no poder centralizado e na exploração de pessoas e da natureza. O industrialismo não pode existir sem genocídio, ecocídio e colonialismo. Para mantê-lo, a coerção, desapropriação de terras, trabalho forçado, destruição cultural, assimilação, devastação ecológica e o mercado são aceitos como necessários ou mesmo benéficos. A padronização da vida pelo industrialismo transforma a vida em objeto e um bem de consumo, encarando toda vida como potenciais recursos.
Uma crítica do industrialismo é uma extensão natural da crítica anarquista ao estado pois o industrialismo é inerentemente autoritário. Para manter uma sociedade industrial, deve-se conquistar e colonizar terras para (geralmente) conseguir recursos não-renováveis para abastecer e lubrificar as máquinas. Este colonialismo é racionalizado pelo racismo, sexismo, e o chauvinismo cultural. No processo para adquirir esses recursos, as pessoas devem ser forçadas a sairem de suas terras. E para fazer as pessoas trabalharem nas fábricas que produzem as máquinas, elas devem ser escravizadas, devem tornar-se dependentes e sujeitas ao sistema industrial tóxico e degradante.
O industrialismo não pode existir sem uma massiva centralização e especialização. A dominação de classes é uma ferramenta do sistema industrial que nega às pessoas acesso a recursos e conhecimento, transformando-as em impotentes e fáceis de explorar. Além disso, o industrialismo requer que recursos sejam distribuídos ao longo de todo globo para perpetuar sua existência, e este globalismofraquece e destrói a autonomia local e sua auto-suficiência. É uma visão do mundo mecânica, que está atrás do industrialismo. É essa mesma visão de mundo que justifica a escravidão, extermínio e subjugação da mulher. Deveria ser óbvio para todos que o industrialismo não é apenas opressivo com os humanos, mas que é também ecologicamente destrutivo.

Além do Esquerdismo

Infelizmente, a maior parte dos anarquistas continuam sendo vistos e vendo a si mesmos como parte da esquerda. Esta tendência está mudando, como os anarquistas pós-esquerda e anti-civilização fazem uma distinção clara entre suas perspectivas e a falida orientação socialista e liberal. A esquerda não tem apenas provido a si mesma um monumental fracasso em seus objetivos, mas é obvio pela sua história, pelas suas práticas atuais, e sua estrutura ideológica, que (enquanto apresenta a si mesma como altruísta e promotora de "liberdade") é atualmente a antítese da libertação.
A esquerda,fundamentalmente, nunca questionou a tecnologia, a produção, organização, representação, alienação, autoritarismo, moralismo, ou o progresso, e não tem quase nada a dizer sobre ecologia, autonomia, ou individualidade em alguma agenda "progressista", frequentemente usando aproximações coercivas e manipuladoras para criar uma falsa "unidade" ou a criação de partidos políticos. Enquanto os métodos e os exageros de implementação podem ser diferentes, o esforço total é o mesmo, a instituição da visão do mundo coletivizada e monolítica baseada na moral.

Contra a Sociedade de Massas

A maioria dos anarquistas e "revolucionários" gastam uma parte significante de seu tempo desenvolvendo esquemas e mecanismos para a produção, distribuição, julgamento e a comunicação entre um grande número de pessoas; em outras palavras, o funcionamento de uma sociedade complexa. Mas nem todos anarquistas aceitam a premissa da coordenação e interdependência social, política e econômica global (ou mesmo regional), ou a organização necessária para sua administração. Nós rejeitamos a sociedade de massa por razões práticas e filosóficas. Primeiramente, rejeitamos a representação necessária para o funcionamento de situações fora do domínio da experiência direta (modos de existência completamente descentralizados). Nós não queremos controlar a sociedade ou organizar uma sociedade diferente, nós queremos uma estrutura completamentbe diferente. Queremos um mundo aonde cada grupo seja autônomo e decida com seus próprios meios como viver, com todas as interações baseadas em afinidades, livres e abertas, e não coercitivas. Queremos uma vida na qual de fato vivemos, não uma que sobrevivemos. A brutalidade da sociedade de massas colide não apenas com a autonomia e individualidade, mas também com a Terra. Simplesmente não é sustentável (em termos de recursos, extração, transporte, e sistemas de comunicação necessários para qualquer sistema econômico global) continuar, ou prover planos alternativos para a sociedade de massas. Novamente, a descentralização radical parece ser a chave para a autonomia, promovendo métodos de subsistência sustentáveis e não hierárquicos.

Liberação vs. Organização

Somos seres empenhados para um rompimento profundo e total com a ordem civilizadora, anarquistas desejando liberdade irrestrita. Nós lutamos por liberação, por uma relação descentralizada e sem mediações com o nosso meio e com aqueles que amamos e com quem partilhamos afinidades. Os modelos organizacionais nos oferecem apenas mais da mesma burocracia, controle e alienação que recebemos da organização vigente (civilização). Enquanto talvez ocorra uma boa intenção ocasional, o modelo organizacional vem de uma mentalidade inerentemente desconfiada e paternalista, o que parece contraditório com a anarquia. As verdadeiras relações de afinidade surgem de uma profunda compreensão entre as pessoas, através de relações íntimas baseadas nas necessidades da vida diária, e não relacionamentos baseados em organizações, ideologias ou idéias abstratas.
Tipicamente, o modelo organizacional reprime as necessidades e desejos individuais para "o bem do coletivo" padronizando tanto a resistência quanto o ponto de vista. Dos partidos, a plataformas, a federações, parece que à medida em que a escala dos projetos aumenta, o significado e a relevância que têm pelo indivíduo e sua vida diminui. As organizações são meios para estabilizar a criatividade, o controle de dissidência e a redução de "tangentes contra-revolucionárias" (como os quadros de elites ou lideranças determinam). As organizações tipicamente se apóiam no quantitativo, ao invés do qualitativo, e oferece pouco espaço para a ação ou pensamento independente. Informalmente, as associações baseadas em afinidades tendem a minimizar a alienação das decisões e processos, e reduz a mediação entre nossos desejos e nossas ações. Relacionamentos entre grupos de afinidade são mais orgânicos e temporais, ao invés de fixos e rígidos.

Revolução vs. Reforma

Como anarquistas, somos fundamentalmente contra governos, da mesma forma, contra qualquer espécie de colaboração ou mediação com o estado (ou qualquer instituição de hierarquia e controle). Esta posição determina uma certa continuidade ou direcionamento de estratégia, que historicamente conhecemos como revolução. Este termo, quando mal entendido, diluído e agregado por várias ideologias e agendas, ainda tem significado para os anarquistas e para as atividades práticas não-ideológicas. Por revolução, entendemos como a luta constante para mudar a paisagem social e política de um modo fundamental; para os anarquistas significa seu completo desmantelamento. A palavra "revolução" é dependente da posição da qual é direcionada, bem como a atividade "revolucionária". Novamente, para os anarquistas, isso é atividade que é direcionada para a completa dissolução do poder. A reforma, por outro lado, permite qualquer atividade ou estratégia direcionada ao ajustamento, a alteração, ou seletividade, mantendo os elementos do atual sistema, tipicamente usando os métodos e aparatos dele. As metas e métodos da revolução não podem ser ditadas nem realizadas nos contextos do sistema. Para os anarquistas, a revolução e a reforma invocam métodos e direções incompatíveis, e apesar de certas aproximações anarco-liberais, não existe continuidade. Para os anarquistas anti-civilização, as questões de atividade revolucionária desafiam e trabalham para desmantelar todo o cenário ou paradigma da civilização. A Revolução é também não ou evento singular ou remotoque construímos ou preparamos para as pessoas, pelo contrário, é um estilo de vida ou prática de abordar situações.

Resistindo a Mega Máquina

Os Anarquistas em geral, e em particular anarquistas-verdes, adotam a ação direta em vez de formas mediadas ou simbólicas de resistência. Vários métodos e abordagens, incluindo subversão cultural, sabotagem, insurreição, "violência" política, (embora não sejam limitados somente a esses métodos) têm sido e permanecem como parte do arsenal de ataque anarquista. Uma única tática não pode ser efetiva em alterar significantemente a ordem ou sua trajetória. Mas estes métodos, combinados com transparência e crítica social, são importantes.
A subversão do sistema pode ocorrer do sutil ao dramático e pode ser um importante elemento de resistência física. A sabotagem sempre tem sido uma parte vital das atividades anarquistas, tanto na forma de vandalismo espontâneo (público ou noturno), ou através de uma coordenação ilegal e secreta de células autônomas. Recentemente grupos como a Frente de Libertação da Terra (ELF, na sigla em inglês) um grupo ambientalista radical mantido por células autônomas, tendo alvo aqueles que lucram com a destruição da Terra, têm causado milhões de dólares em danos a lojas e escritórios corporativos, bancos, madeireiras, laboratórios de engenharia genética, veículos e casas luxuosas. Estas ações, que frequentemente são incêndios, têm inspirado muitos à ação, e são meios efetivos de não só trazer atenção à degradação ambiental, mas também como detentores de específicos destruidores da Terra.
A atividade insurrecionária, ou a proliferação de momentos insurrecionais a qual pode causar uma ruptura na "paz social" da qual a raiva espontânea das pessoas pode ser liberada e possivelmente espalhada em condições revolucionárias.
A atividade insurrecionária, ou a proliferação de momentos insurrecionais que podem causar a ruptura da paz social da qual a raiva espontânea das pessoas pode ser liberada e possivelmente propagadas em condições revolucionárias, também têm aumentado. A revolta de Seattle em 1999, Praga em 2000 e Genova em 2001, foram todas (de diferentes maneiras) faíscas de atividades insurrecionais, que, embora limitados em alcance, podem ser vistos como tentativa para mover em direções insurrecionárias e fazer um rompimento qualitativo com o reformismo e todo o sistema escravista.
A violência política, incluindo o ataque a indivíduos responsáveis por atividades específicas ou pelas decisões que levam a opressão, também tem sido um foco para os anarquistas historicamente. Enfim, considerando a imensa realidade e toda extensão penetrável do sistema (socialmente, politicamente, tecnologicamente), ataques a redes tecnológicas e na infra-estrutura da mega-máquina são de interesse para anarquistas anti-civilização. Indiferente da aproximação ou intensidade, as ações militantes unidas com uma análise profunda da civilização estão crescendo.

A Necessidade de Ser Crítico

À medida que a marcha da aniquilação global avança, a sociedade se torna mais doente, perdemos o controle de nossas vidas e falhamos em criar uma resistência significativa contra a cultura-da-morte. É vital para nós, sermos extremamente críticos com os movimentos "revolucionários" do passado, com esforços atuais e com nossos próprios projetos, não podemos repetir perpetuamente os erros do passado ou sermos cegos para nossas próprias deficiências. O movimento ambientalista radical está repleto de campanhas com um só foco e gestos simbólicos e a cena anarquista está infestada por tendências esquerdistas e liberais. Ambos continuam insistindo em gestos ativistas sem significado, raramente questionando sua (in)eficiência. Frequentemente a culpa e o auto-sacrifício - ao invés de sua liberação e liberdade - guiam esses benevolentes reformadores sociais irrealistas, enquanto eles continuam por um caminho que foi esboçado por falhas diante deles. A Esquerda é uma ferida inflamada na bunda da sociedade, os ambientalistas não têm obtido sucesso na preservação de nem mesmo frações de áreas selvagens, e os anarquistas raramente possuem algo provocativo para dizer, deixemo-os em paz. Enquanto alguns podem discutir contra o criticismo porque ele é ?analítico?, qualquer verdadeira perspectiva radical veria a necessidade da análise crítica, em mudar nossas vidas e o mundo que habitamos. Aqueles que desejam acalmar um debate até o ?depois da revolução?, contendo toda a discussão em debates vagos e insignificantes, e reprimir a crítica das estratégias, táticas, ou idéias, não estão indo a lugar algum, e só vão nos atrasar. Um ponto essencial de qualquer perspectiva anarquista radical deve ser colocar tudo em questão, obviamente incluindo suas próprias idéias, projetos e ações.

Influências e Solidariedade

A perspectiva anarquista-verde é diversa e aberta, contudo, contém alguns elementos contínuos e primários. A anarquia-verde tem sido influenciada por anarquistas, primitivistas, luditas, insurrecionalistas, situacionistas, niilistas, ecologistas profundos, biorregionalistas, ecofeministas, várias culturas indígenas, lutas anti-colonialismo, os "ferais", os selvagens e a Terra. Os anarquistas, obviamente, contribuem para o impulso anti-autoritário, que desafia todo o poder num nível fundamental, empenhados por relações verdadeiramente igualitárias e promovendo comunidades de apoio mútuo. Os anarquistas-verdes, entretanto, ampliam as idéias de não-dominação para todas as formas de vida, não apenas humanos, indo assim além das análises anarquistas tradicionais.
Dos primitivistas, os narquistas-verdes são instruídos com um olhar crítico e provocativo das origens da civilização, para que entendam que confusão é essa e como chegamos a ela, para ajudar a apontar um mudança de direção. Inspirados nos Luditas, os anarquistas-verdes reacendem uma orientação de ação direta anti-tecnológica-industrial.
Os insurrecionalistas introduzem uma perspectiva onde esperam não uma critica positiva e verdadeira, mas identifica espontaneamente as instituições da civilização que atam nossas liberdades e desejos.
Os anarquistas anti-civilização devem muito aos Situacionistas, e suas críticas da alienante sociedade da mercadoria, a qual podemos romper nos conectando de forma direta com nossos sonhos e desejos não-mediados.
A recusa niilista em aceitar qualquer realidade demonstra o quão profundo é o mal dessa sociedade e oferece aos anarquistas verdes uma estratégia que não necessita oferecer visões da sociedade, mas ao invés disso, focalizar em sua destruição.
A Ecologia profunda, apesar de sua tendência misantrópica, instrui a perspectiva anarquista-verde com um entendimento de que o bem-estar e a prosperidade de toda a vida estão ligados ao conhecimento do valor inerente e intríseco do mundo não-humano independente de valor útil. A apreciação da ecologia profunda pela riqueza e a diversidade da vida contribui para a realização que a atual interferência humana com o mundo não-humano é coercivo e excessivo, com uma condição que se agrava rapidamente.
O Biorregionalismo nos conduz a uma perspectiva de viver dentro de nossas próprias biorregiões, e nos tornarmos intimamente conectados com a terra, a água, o clima, as plantas, os animais, e outros espécimes da biorregião.
O Ecofeminismo tem contribuindo para a compreensão das raízes, dinâmicas, manifestações e realidade do patriarquismo, e seus efeitos na terra, nas mulheres, e na humanidade em geral. Recentemente, a separação destrutiva do homem da Terra (civilização) tem provavelmente sido articulado mais claramente e intensamente por ecofeministas.
Os anarquistas anti-civilização têm sido profundamente influenciados por várias culturas indígenas e nativas ao longo da história e por aquelas que ainda existem. Enquanto humildemente aprendemos e incorporamos técnicas sustentáveis de sobrevivência e maneiras saudáveis de interagir com a vida, é importante não igualar ou generalizar povos nativos e suas culturas, respeitar e nos esforçar a entender sua diversidade sem agregar indentidades e características culturais. Solidariedade, apoio, e tentativas de se conectar com nativos e lutas anti-coloniais, que têm sido a linha de frente da luta contra a civilização, são essenciais enquanto nós nos esforçamos para o desmantelamento da máquina-de-morte. Também é importante entender que nós, de certa forma, descendemos de povos nativos que foram violentamente retirados de suas conecções com a terra, e por isso devemos fazer parte das lutas anti-coloniais.
Somos inspirados também pelos ferais, aqueles que escaparam da domesticação e se reintegraram com o selvagem.
E, claro, com os seres selvagens que tornam possível este lindo organismo azul e verde chamado Terra.
É também importante lembrar que, enquanto muitos anarquistas-verdes extraem influencia de fontes similares, anarquia-verde é algo muito pessoal para aqueles se identificam ou se conectam com estas idéias e ações. perspectivas derivam de nossas próprias experiências de vida na cultura-de-morte (civilização), e os próprios desejos fora do processo de domesticação, são ultimamente os mais vividos e importantes no processo de descivilização.

Retorno ao Selvagem e Reconexão

Para a maioria dos anarquistas verde/primitivistas/anti-civilização retorno ao selvagem e reconexão com a terra é um projeto de vida. Isto não é limitado a compreensão intelectual ou praticas de habilidades primitivas, mas, em vez disso, é um profundo entendimento das penetráveis maneiras pelas quais somos domesticados, fraturados, e deslocados de nós mesmos, dos outros e do mundo,o enorme e diário desafio de sermos íntegros novamente. Retorno ao selvagem tem um componente físico, o qual envolve habilitadas resgatadas e desenvolvimento para uma coexistência sustentável, incluindo como obter alimento, abrigo, e nos curar com as plantas, e materiais que existem naturalmente em nossas biorregiões. O retorno ao selvagem também inclui o desmantelamento das manifestações físicas, dos aparatos, e da infra-estrutura da civilização. O retorno ao selvagem tem um componente emocional que envolve nos curar e curar os outros das profundas feridas de 10.000 anos, aprendemos a viver juntos em comunidades não-hierárquicas e não-opressivas, e desconstruir a mentalidade domesticada do atual modelo social. retorno ao natural envolve priorizar as vontades e experiência direta sobre a mediação e alienação, repensando toda dinâmica e o aspecto da nossa realidade, conectando com nossa fúria feral para defender nossas vidas e lutar por uma existência livre, desenvolvendo mais confiança em nossa intuição estando mais conectados com nossos instintos, recuperando o balanço que foi virtualmente destruído depois de milhares de anos de controle patriarcal e domesticação. O retorno ao natural é o processo de se tornar "des-civilizado".

PELA DESTRUIÇÃO DA CIVILIZAÇÃO!
PELA RECONEXÃO COM A VIDA!

Por The Green Anarchy Collective