terça-feira, 8 de novembro de 2011

2ª FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA

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Nos dias 11, 12, 13 e 14 de Novembro, acontecerá em Porto Alegre a tão esperada 2ª Feira do Livro Anarquista!

O evento, como no ano passado, será marcado por bate papos, oficinas, livros, zines, filmes, intervenções, contatos e amizades, enfim, vivências em geral que tanto contribuem para a nossa aproximação enquanto anarquistas.

A Feira acontece paralelamente à feira institucional do livro aqui da cidade. A idéia é aproveitar a atmosfera literária com o intuito de divulgar e aproximar mais pessoas das idéias anarquistas, apresentando o anarquismo como uma alternativa real ao capitalismo, suas crises e suas guerras.

Este ano também estará acontecendo, nas noites do evento, o Dissidência MuzikFesto, um festival com bandas de várias partes do brasil, e também bandas locais.

Convidamos todxs a virem à Feira; participando, fomentando afinidades, celebrando a resistência e a história de luta anarquista global!

A construção da feira segue à todo vapor! Até o dia 10 de outubro, próxima segunda, coletivos e individuos interessadxs em propor oficinas e bate-papos podem mandar suas propostas para nosso e-mail, em algumas semanas estaremos divulgando a programação das oficinas e bate-papos e, para auxiliar na divulgação do evento, estamos postando aqui um texto sobre essa segunda edição da feira. Nos ajude a espalhar essa chamada postando-a em blogs, sites e repassando-a para seus contatos. Para alcançar mais interessadxs neste, e noutros continentes, o chamado foi traduzido para castellano e inglês.

Nesta ano, durante os dias 11 e 14 de novembro, além de Exposição de Livros e Materiais Anarquistas dos mais diversos tipos , teremos Lançamentos de Publicações e de uma Editora, diversos Bate-papos, Intervenções teatrais, Oficinas e Música na Festa de Abertura e num festival noturno paralelo.

Você pode clicar aqui para ver mais informações sobre as atividades e baixar tudo em PDF.

Comissão de Organização da 2ª Feira do Livro Anarquista

Para mais infos, cheque flapoa.deriva.com.br
ou entre em contato através do endereço 2flapoa[a]libertar.se

Locais:
Livros e atividades ao ar livre: Travessa Venezianos das 14h até as 20h
Oficinas: Moinho Negro (Rua Marcilio Dias 1463 (veja no site oficinas e horários)



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

DIZEMOS NÃO AOS TESTES EM ANIMAIS!



PAREM OS TESTES EM ANIMAIS!!! ABAIXO ASSINADO!
ASSINEM CLICANDO AQUI!

Pesquisa de Programa Espacial

Em geral são usados macacos e cães. Normalmente os animais são lançados ao espaço por meio de balões, foguetes, cápsulas espaciais, mísseis e pára-quedas. São avaliados os parâmetros fisiológicos das cobaias por meio de fios, agulhas, máscara etc.. Testes comportamentais e de força da gravidade também são realizados.

Experimentos Armamentistas
Os animais são submetidos a testes de irradiação de armas químicas (apresentando sintomas como vômito, salivação intensa e letargia). São usados em provas biológicas (exposição à insetos hematófagos); testes balísticos (os animais servem de alvo); provas de explosão (os animais são expostos ao efeito bomba); testes de inalação de fumaça, provas de descompressão, testes sobre a força da gravidade, testes com gases tóxicos. São baleados na cabeça, para estudo da velocidade dos mísseis. Os animais normalmente usados são ovelhas, porcos, cães, coelhos, roedores e macacos. Os testes são executados meramente para testar a eficiência de armas de guerra, e não para aperfeiçoar o tratamento de vítimas de guerra.

Experimentos de Comportamento e Aprendizado
A finalidade é o estudo do comportamento de animais submetidos a todo tipo de privação (materna, social, alimentar, de água, de sono etc.), inflição de dor para observações do medo, choques elétricos para aprendizagem e indução a estados psicológicos estressantes. Muitos desses estudos são realizados através da abertura do cérebro em diversas regiões e da implantação de eletrodos no mesmo, visando ao estímulo de diferentes áreas para estudo fisiológico. Alguns exemplos: Animais têm parte do cérebro retirada e são colocados em labirintos para que achem a saída; animais com eletrodos implantados no cérebro são ensinados a conseguir comida apertando um botão, caso apertem um botão errado recebem um choque elétrico; animais operados e com estado meramente vegetativo são deixados durante dias inteiros em equilíbrio, sobre plataformas cercadas de água, para evitar que durmam. Filhotes recém nascidos são separados de suas mães etc...

Eletroneuromiografia
O estudo neurofisiológico, na modalidade da eletroneuromiografia (ENMG), determina e quantifica a integridade de componentes da unidade motora. Os principais dados fornecidos pelo exame eletroneuromiográfico são os estudos de condução nervosa motora, sensitiva e eletromiografia. No entanto, vários fatores podem interferir sobre a resposta nervosa à eletroestimulação, tais como: idade, sexo, temperatura, umidade e outros. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da exposição cirúrgica dos nervos e do músculo no teste neurofisiológico . No grupo cirúrgico houve a exposição do nervo fibular comum. Com o modelo experimental utilizado, concluiu-se que o teste neurofisiológico realizado em animais com nervos e músculos expostos cirurgicamente é viável, uma vez que a alteração da temperatura do animal não interferiu significativamente nos valores dos parâmetros eletrofisiológicos observados. Além disso, a exposição de nervos e músculos permite estimular um ponto exato no nervo alvo.....*Toda esta dor causada em um animal para descobrir o óbvio! E repetem todos os anos o teste em outros animais para descobrirem o que já sabem.

Teste de Colisão
É arremessado contra parede animais saudáveis e geralmente são fêmeas prenhas... A maioria das vezes são macacos, mas outros animais também são arremessados... NINGUÉM deveria tirar um diploma para fazer tamanha crueldade com um ser incapaz de se defender!

Problemas do coração
Há séculos a planta Digitalis tem sido usada no tratamento de problemas do coração. Entretanto, tentativas clínicas de uso da droga derivada da Digitalis foram adiadas porque a mesma causava pressão alta em animais. Evidências da eficácia do medicamento em humanos acabaram invalidando a pesquisa em cobaias. Como resultado, a digoxina, um análogo da Digitalis, tem salvo inúmeras vidas. Muitas outras pessoas poderiam ter sobrevivido se a droga tivesse sido lançada antes.

Diabetes
O medicamento para diabetes troglitazone, mais conhecido como Rezulin, foi testado em animais sem indicar problemas significativos, mas causou lesão de fígado em humanos. O laboratório admitiu que ao menos um paciente morreu e outro teve que ser submetido a um transplante de fígado.

Pele de ratos
Uma pesquisa norte-americana divulgada em abril deste ano revelou que peles sintéticas podem ser tão eficientes nos testes para cremes quanto pele de ratos. Os cientistas avaliaram imagens em escala microscópicas de dois modelos de peles sintéticas e de pele de animais e descobriram grandes semelhanças. Além de ser uma alternativa aos testes com animais vivos, a tecnologia poderá ser utilizada por pessoas que sofreram queimaduras. Atualmente, os pacientes que tiveram grande perda de pele tem como opções fazer um enxerto com sua própria pele, retirada de outras partes do corpo, ou utilizar a pele de outros animais. O problema da segunda opção, revelam os cientistas, é que além de cara e difícil de obter, ela envolve questões éticas e variações de cada organismo. “A pele varia de um animal para outro, o que torna difícil prever como ela afetará a vítima de queimadura. Mas a pele sintética tem uma composição consistente, tornando-a um produto confiável”, afirma Bharat Bhushan, da Ohio Eminent Scholar e professor de engenharia mecânica na Ohio State University. O estudo de Bhushan, que será publicado na edição de junho do Journal of Applied Polymer Science, não é o primeiro a indicar o uso dessa tecnologia como alternativa aos testes feitos com animais. O Fraunhofer Institute, na Alemanha, já desenvolveu uma pele sintética com dupla camada que reproduz fielmente a textura, consistência e a composição da pele humana. Com esse material é possível avaliar a qualidade de cremes de beleza, sabonetes, detergentes e outros produtos sem sacrificar nenhum animal.

Pólio
De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação.

Drogas
Um dos testes com drogas de 1969 ... Neste experimento um grande grupo de macacos e ratos foram treinados para injetar em si mesmos uma variedade de drogas que incluíam morfina, álcool, codeína, cocaína e anfetaminas. Assim que os animais aprendiam a se auto-injetar eles eram deixados com seus próprios dispositivos com grandes suprimentos de cada droga.
Os animais ficaram tão perturbados, como se pode esperar, que alguns tentaram escapar com tanto fervor que quebravam seus braços no processo. Os macacos que tomavam cocaína sofreram convulsões e em alguns casos arrancavam os próprios dedos como possível conseqüência de alucinações. Um macaco que tomava anfetaminas arrancou todo o pêlo de seus braços e abdômen. Os que tomavam cocaína e morfina de maneira combinada morriam em duas semanas.
O propósito do experimento era simplesmente entender os efeitos do vício e uso de drogas, um objetivo para o qual a maioria das pessoas racionais e éticas entende que não seria necessário causar tanto sofrimento em animais.

Drogas para dieta
A combinação das drogas para dieta -(FENFLURAMINA e DEFENFLURAMINA) Liga as anormalidades na válvula do coração humano-foram retiradas do mercado a droga.Os cientistas se surpreenderam ao ver que estudos em animais nunca terem relevado tais anormalidades.

Cylert
CYLERT (pemoline),um medicamento usado no tratamento de Déficit de Atenção /Hiperatividade,causou insuficiência hepática em 13 crianças.Onze delas morreram ou precisaram de transplantes de fígado,porém antes foram testados em vários animais,que não apresentaram nenhuma seqüela.

Testes em animais, BASTA DE SOFRIMENTO!
ASSINE A PETIÇÃO, POR FAVOR! (não esqueça de confirmar em seu e-mail. Caso contrário, a sua assinatura na petição é anulada).
PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N15710
Há outras alternativas SEM A NECESSIDADE DE UTILIZAR O ANIMAL COMO COBAIA: o uso de modelos e simuladores mecânicos (sendo estes úteis ao estudo de anatomia, fisiologia e cirurgia), filmes e vídeos interativos, simulações computadorizadas e realidade virtual, Auto-experimentação, Uso responsável de animais (“animais que morreram naturalmente, ou que sofreram eutanásia por motivos clínicos, ou que foram mortos em estradas, etc…” podem muito bem ser usados para o estudo de anatomia e cirurgia.), Estudos de campo e de observação e Experiências in vitro (“são todos os processos biológicos que têm lugar fora dos sistemas vivos, no ambiente controlado e fechado de um laboratório e que são feitos normalmente em recipientes de vidro”.)
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A indústria farmacêutica indiana Vivo Biotech planeja construir um laboratório multimilionário de testes em animais em Malaca, Malásia. A instituição testará medicamentos pioneiros em primatas, cães e pequenos mamíferos.
Muitas companhias estão aumentando a terceirização de testes em animais para a Ásia em razão de custos menores e menos leis anticrueldade. A Índia tem regulamentos específicos para testes em animais; e crueldade com animais é crime na Malásia, mas não existem leis que protejam animais de laboratório.
A Vivo Biotech planeja importar beagles da Holanda e tenta obter primatas domésticos para os testes. Esse parece ser o conflito com uma lei de 2008 da Malásia, que proíbe exportação de animais para fins de pesquisa científica. Se a Malásia quer parar com testes em animais em seu país, por que permitirá que uma companhia estrangeira use animais para testes em seus territórios?
Companhias farmacêuticas irão alegar que o teste em animais é necessário para o bem da medicina, mas muitos profissionais garantem que testes em animais são bárbaros, incertos e inseguros.
Um porta-voz da Malaysia’s Society for the Prevention of Cruelty to Animals (sociedade da Malásia de prevenção à crueldade contra animais) expôs essas preocupações: “Nossos primatas serão roubados das florestas para virarem cobaias de quê? Testar em animais realmente não leva a lugar nenhum.”
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Universidade dos EUA também usa animais
O Departamento de Odontologia da UEM nega que os cães da raça beagle, usados em pesquisas de implantes dentários, sejam submetidos a sofrimentos.
O uso dos cães gerou polêmica em março, resultou em um abaixo-assinado com mais de 6 mil assinaturas e um ofício do MP questionando o uso dos animais.
A professora Mirian Marubayashi Hidalgo, chefe do departamento, e o professor Maurício Araújo explicam que o beagle é utilizado em pesquisas de implantologia porque desenvolve doença periodontal (gengiva) de forma semelhante a dos humanos.
O professor German Gallucci, de Harvard, disse que em todas as universidades do mundo são usados animais e que são sacrificados após os estudos. Mirian diz que esse procedimento é preconizado pelo Código de Ética.
Gallucci informou que Harvard usa cerca de 60 mil animais por ano nas mais diversas pesquisas científicas. "Entendo a controvérsia que isso gera, mas quando as pessoas buscam tratamento para suas doenças, esquecem que tudo começou em pesquisas com animais. É um paradoxo", declarou Gallucci.

domingo, 16 de outubro de 2011

15-O Cruz das Almas - Obrigado a todxs! A LUTA CONTINUA!!!


No dia 11/10 (terça-feira) resolvi fazer um ato mundial, que começou na Espanha no dia 15/05, o 15-O. Onde cidades do mundo inteiro íam pras ruas protestar contra a corrupção. Depois de assumir este compromisso é hora de lutar. E não foi fácil.
Na terça-feira mesmo comecei a fazer os flyers, divulgação, ofícios... Fiquei, de terça a sexta, divulgando, panfletando, entregando ofícios e produzindo c...artazes.
A manifestação, em Cruz, estava programada para iniciar as 8hs do dia 15 e terminar as 10hs do dia 16. Às 8hs ja me fazia presente na praça, onde comecei a produzir mais cartazes e logo chegu Robson, Beatriz, Leandro, Carla e Jéssica. Robson saiu na feira livre entregando os panfletos da manifestação e convidando a população de Cruz das Almas a, juntos com a gente, lutar! Colamos os cartazes pela praça da cidade!
Infelizmente acidentes acontecem e Jéssica sofreu um, sendo logo atendida e tendo que ir pro hospital, onde levou três pontos.
Passamos, da praça em frente a prefeitura para a paraça do lado da Igreja Matriz (Coreto) onde espalhamos os cartazes e convidamos a sociedade a dar um BASTA!
A tarde, depois do som ser instalado no coreto, começamos com musicas de protestos e, logo depois, o texto Nosso voo do professor Wilson Correia foi lido.
Ao térmido do texto, começaram as apresentações artísticas. A Exista//Resista foi a primeira banda a se apresentar, com músicas que falam sobre insubmissão, resistência, revolução, homofobia, autoritarismo, mídia. Entre uma música e outra havia um discurso subversivo e fazendo ponte as manifestações do 15-O, explicando o momento e o porque de fazer-mos isso.
A segunda banda a se apresentar foi a Exclusos tratando de temáticas revolucionárias e que, assim como a primeira, discursava entre uma música e outra.
Neto do Rap entrou logo em seguida, com rimas ricas e atacando diretamente o Estado, o preconceito, racismo, acompanhado de discursos e freestyles sobre o movimento.
Após as apresentações musicais, o microfone ficou aberto e todxs que tivessem algo a falar sobre o movimento tinha todo o direito de falar. E David explanou sobre o movimento e a importância daquele ato e também recitou uma poesia.
Às 20hs iniciamos uma mostra de vídeo com o vídeo (a história das coisas) onde elenquei alguns pontos para que a discussão fluísse. Ao término do filme começaou a discussão que foi bastante produtivo. Sendo que Robson e Neto do Rap sugeriu que fizessemos essas mostras de vídeo com mais frequência para que discussões como esta continuasse. E eu propus que uma vez no mes saíssemos às ruas para fazer panfletagem.
Depois da mostra de vídeo e discussão algumas pessoas que ali se encontravam começou um lual e outras continuavam no computador assistindo filmes e debatendo (entre eles democracia militar).
Fomos dormir (8 pessoas ficaram acampada no coreto, entre elas: eu, Lucas Cardoso, Sara, Ediane, Cinthia, Roberio, Rodrigo e Barata).
Acordamos às 8, arrumamos o espaço e terminamos o ato 15-O.

Estavamos em pequeno número mas acreditamos que nossos gritos ecoaram por toda a cidade. E esse é só o começo! A luta não acabou aqui. A luta continua!
Continuemos, firmes e fortes, na luta!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

15 DE OUTUBRO: DEMOCRACIA REAL JÁ! CRUZ DAS ALMAS - BAHIA


ACAMPADA MUNDIAL!!!
A partir das 08:00hs do dia 15/10/2011 até às 10:00hs do dia 16/10/2011!
NA PRAÇA SENADOR THEMISTOCLES (EM FRENTE A PREFEITURA)

COMO PARTICIPAR:
... - Barraca NÃO é item obrigatório!
- Tendo barraca ou não, venha acampar conosco, fazer barulho e mostrar para nossos governantes que nós ainda temos voz!
- Se você não puder passar a noite no acampamento, fique até o horário que puder e volte no outro dia. Dê o seu apoio, conheça a causa, eduque-se. Sua presença é importante.
- Chegue cedo para confeccionar os cartazes (ou traga pronto) e traga material para a confecção dos cartazes (papel metro, cartolina, pilotos, canetas, tinta), trazer faixas.
- Trazer apitos, instrumentos musicais, qualquer coisa que faça barulho.

COMO SERÁ:
- Faremos uma acampada no sábado, dia 15 de outubro, a partir das 08h00 na Praça Senador Themistocles e saíremos de lá às 10h00 do dia 16 de outubro, domingo.

OCUPE AS RUAS, ELAS SÃO NOSSAS!

EM CASA SOMOS UM, JUNTOS SOMOS MUITOS!

Estamos diante de um momento histórico de ruptura!

Jovens de todo o mundo foram as ruas em busca de mudanças e de novas direções que apontem rumo a uma sociedade livre e igualitária. Para o dia 15 de outubro foi lançado um pedido de união internacional: o mundo todo acampará em praças para mostrar que juntos somos fortes e exijimos mudanças!

Respondemos ao chamado dos jovens espanhóis, - VAMOS TOMAS AS RUAS - por Democracia Real Já!

VAMOS PARA A PRAÇA, TORNAR VISÍVEL NOSSA LUTA POR UMA SOCIEDADE LIVRE!

Queremos um futuro diferente e, a exemplo de gregos, árabes, chilenos, espanhóis,estadunidenses, vamos para a rua mostrar que somos muitos, que estamos INDIGNADOS e que juntos podemos construir o futuro que queremos!

- BASTA DE CORRUPÇÃO
- 10% do PIB para a EDUCAÇÃO JÁ!
- Contra a criminalização dos movimentos sociais
- Contra as remoções da Copa e Olimpíadas
- Contra a privatização da Saúde
- Contra a privatização da Educação
- Educação pública gratuita e de qualidade
- Democratização da comunicação
- Cultura livre e desprivatizada
- Contra o racismo/nazismo/xenofobia/homofobia/lesbofobia/machismo/sexismo
- Contra o abuso de poder
- Parem Belo Monte
- Contra o novo Código Florestal
- Por um mundo sustentável
- Contra o desmatamento
- Contra o agronegócio
- Contra a pedofilia
- Redução do numero de deputados federais e vereadores
- Regulamentação e limitação da contratação para cargos comissionados
- Apoiar o projeto "Atos de Corrupção deve ser crime hediondo"
- Fim da impunidade... Tirar os políticos da zona de conforto.
- Aumentar a qualidade da fiscalização sobre obras governamentais
- Total transparência fiscal e de fácil acesso a população
- Contra o autoritarismo
- Investimentos na educação pública e saúde
- Salário melhor aos professores
- Melhorias na saúde pública
- Pela diverdidade
- Pela igualdade
- Pela liberdade

Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.

Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar!
Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.

Nenhum partido político, associação ou sindicato nos representa, nem desejamos isso, porquê todos e cada um de nós fala por ela ou ele mesmo. Juntos, queremos projetar e criar um mundo onde as pessoas e a natureza vêm em primeiro lugar, antes de interesses econômicos. Queremos projetar e construir o melhor mundo possível. Juntos nós podemos, e vamos. Sem medo.

Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Transparência!
Não somos palhaços. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 do jeito como estão sendo organizados servem apenas para os interesses dos ricos e de seus governantes. Estamos vendo uma verdadeira “faxina social” em nosso país, com a remoção de milhares de famílias das regiões onde serão os megaeventos esportivos. Os benefícios atingiram uma pequena parte da população. O sigilo do orçamento das obras da Copa, a flexibilização das licitações e a postura submissa do Brasil à Fifa e à CBF são um banquete farto aos corruptos.

Quem disse que queremos crescer assim?
Queremos um Brasil ecologicamente sustentável. Atualmente a política de desenvolvimento da matriz energética segue a devastação do meio-ambiente e do desrespeito aos povos originários, como a construção de Belo Monte, um atentado aos povos do Xingu. Não concordamos com o caminho que o governo federal está propondo - que prevê a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030 - no desenvolvimento de uma energia cara e não segura: Enquanto o Brasil segue com as usinas nucleares de Angra dos Reis, mesmo após a calamidade nuclear de Fukushima, há pouco incentivo às novas tecnologias energéticas sustentáveis, como a solar, eólica, de marés, para as quais o país possui enormes potenciais.

Equilibrado e para todos.
O agronegócio segue como um risco ao futuro. O desmatamento desenfreado, anistiado e estimulado pelo novo Código Florestal, segue transformando o Brasil numa grande fazenda de soja. Não há uma política séria de reforma agrária, de soberania alimentar e de preservação do meio-ambiente. Segue a destruição da Amazônia, o uso abusivo de agrotóxicos e a propriedade da terra cada vez mais concentrada.

Educar ou manipular?
Estamos fartos de que os meios de comunicação, que deveriam servir a população como ferramenta de educação, informação e entretenimento, sejam usados como armas de manipulação de massas, trabalhando para os mesmos políticos corruptos que deflagram o país em benefício próprio

Vamos colorir as praças com diversidade!
Ainda sofremos discriminação pela cor da nossa pele, por nosso sexo ou opção sexual, por nossa nacionalidade, por nossa condição econômica. Queremos colorir as praças brasileiras com a diversidade do nosso país, que precisa ser livre, digno e para todos. Devemos ocupar, resistir e produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde a colaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Não temos a ilusão de resolver todos os problemas em poucos dias, semanas, meses. Mas teremos dado o primeiro passo.

Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 15 de outubro: um só planeta, uma só voz.

É uma manifestação mundial! vocês podem saber mais através do site:

http://www.democraciarealbrasil.org/

15/10/2011 - ACAMPADA MUNDIAL - PELOTAS


15 de outubro: a voz e a hora d@s indignad@s de Pelotas, do Brasil e do mundo

BASTA DE CORRUPÇÃO
10% do PIB para a EDUCAÇÃO JÁ!

www.democraciarealbrasil.org

Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.

Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.
Temos muita coisa para mudar!

Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.

Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Em Pelotas aumentaram o número de vereadores, mas nada mudará para o povo. Por isso lutaremos por uma democracia real para que o povo decida se devemos aumentar o número de vereadores, se devemos pedir dinheiro emprestado para o banco mundial para asfaltar a cidade e diminuir o investimento em saúde e educação, se devemos privatizar o camelódromo, se a prefeitura deve continuar privilegiando os ricos ou ser voltada para o povo, gerando empregos e reconstruindo a economia da cidade.

Acompanhe a página do evento, divulgue para os amigos, participe da organização! Os corruptos tremerão...

Assim como em milhares de praças no mundo, nós acamparemos na praça Coronel Pedro Osório, levem suas barracas e provisões, será um fim de semana de protesto e discussões sobre a gestação de uma sociedade democrática.

Concentração dia 15 de outubro as 14h no chafariz do calçadão, nos vemos lá!

15-10-2011 - ACAMPADA MUNDIAL - BELO HORIZ


Você de Belo Horizonte que, assim como nós, acha que o mundo precisa de mudança, junte-se a nós no dia 15 de Outubro nesse encontro Mundial.

... Venha lutar por um mundo mais democrático e justo do POVO e para o POVO sem bandeiras que nos separe, apenas o desejo do POVO pela mudança.

MANIFESTAÇÃO APARTIDÁRIA e PACÍFICA!

COMO SERÁ:
- Faremos uma acampada no sábado dia 15 de Outubro a partir das 16:00 na Praça da Assembléia sem data pra terminar.

COMO PARTICIPAR:
- Barraca NÃO é item obrigatório!
- Tendo barraca ou não venha acampar conosco na praça, fazer barulho e mostrar para nossos governantes que nós ainda temos voz!
- Não esqueça de se agasalhar bem!

PARTICIPE!!!!

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Descrição detalhada:
http://www.youtube.com/v/VcTZ621NQe0
http://www.democraciarealbrasil.org/?page_id=581

Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.

Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar!
Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.

Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Transparência!
Não somos palhaços. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 do jeito como estão sendo organizados servem apenas para os interesses dos ricos e de seus governantes. Estamos vendo uma verdadeira “faxina social” em nosso país, com a remoção de milhares de famílias das regiões onde serão os megaeventos esportivos. Os benefícios atingiram uma pequena parte da população. O sigilo do orçamento das obras da Copa, a flexibilização das licitações e a postura submissa do Brasil à Fifa e à CBF são um banquete farto aos corruptos.

Quem disse que queremos crescer assim?
Queremos um Brasil ecologicamente sustentável. Atualmente a política de desenvolvimento da matriz energética segue a devastação do meio-ambiente e do desrespeito aos povos originários, como a construção de Belo Monte, um atentado aos povos do Xingu. Não concordamos com o caminho que o governo federal está propondo - que prevê a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030 - no desenvolvimento de uma energia cara e não segura: Enquanto o Brasil segue com as usinas nucleares de Angra dos Reis, mesmo após a calamidade nuclear de Fukushima, há pouco incentivo às novas tecnologias energéticas sustentáveis, como a solar, eólica, de marés, para as quais o país possui enormes potenciais.

Equilibrado e para todos.
O agronegócio segue como um risco ao futuro. O desmatamento desenfreado, anistiado e estimulado pelo novo Código Florestal, segue transformando o Brasil numa grande fazenda de soja. Não há uma política séria de reforma agrária, de soberania alimentar e de preservação do meio-ambiente. Segue a destruição da Amazônia, o uso abusivo de agrotóxicos e a propriedade da terra cada vez mais concentrada.

Educar ou manipular?
Estamos fartos de que os meios de comunicação, que deveriam servir a população como ferramenta de educação, informação e entretenimento, sejam usados como armas de manipulação de massas, trabalhando para os mesmos políticos corruptos que deflagram o país em benefício próprio

Vamos colorir as praças com diversidade!
Ainda sofremos discriminação pela cor da nossa pele, por nosso sexo ou opção sexual, por nossa nacionalidade, por nossa condição econômica. Queremos colorir as praças brasileiras com a diversidade do nosso país, que precisa ser livre, digno e para todos. Devemos ocupar, resistir e produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde a colaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Não temos a ilusão de resolver todos os problemas em poucos dias, semanas, meses. Mas teremos dado o primeiro passo.

Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 15 de outubro: um só planeta, uma só voz.

Evento Internacional: http://www.facebook.com/event.php?eid=217223788318602
Evento Nacional: http://www.facebook.com/event.php?eid=117904894971979
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Participe também da manifestação do dia 12/10:
http://www.facebook.com/event.php?eid=285758438106264

15/10/2011 - ACAMPADA MUNDIAL - SÃO PAULO


Quem acompanha minimamente a mídia, mesmo a mainstream, está vendo que por todo o planeta pessoas tem se levantado, indignado e protestado em relação à crise econômica que os ricos causaram e querem nos fazer pagar.

Grécia, Chile, Espanha, Egito, Líbia, Estados Unidos: o coro só engrossa.

Recentemente, os indignados espanhóis lançaram um chamado para que no dia 15 de outubro pessoas pelo mundo todo acampem em lugares públicos representativos pra demonstrar que não estamos contentes. Esse acampamento, ou acampada nos termos deles, ficou conhecido como 15-O.

Há semanas, indivíduos e grupos se movimentam para viabilizar o 15-O paulistano. O pessoal do manifestacao.org tem se desdobrado em noticiar as assembléias que vem ocorrendo para organizar o protesto e muitos outros grupos tem ajudado nas comissões e na estruturação do mesmo.

O Autônomos & Autônomas FC foi convidado a ajudar e esteve presente em duas reuniões, e agora que o 15-O se aproxima nos sentimos no dever de divulgar este chamado a todos.

Em 15 de outubro, vamos acampar no centro da cidade, contra a crise que não é nossa e contra um sistema político que não nos representa.

Como dizem os espanhóis, se você faz sexo de 4 em 4 anos você não tem uma vida sexual ativa, então porque continuamos achando que se votarmos de 4 em 4 anos estaremos sendo politicamente ativos?

Política se faz no dia a dia.

Aqui o panfleto do 15-O: ACAMPADA MUNDIAL SÃO PAULO!

Ajude-nos a divulgar e venha participar no sábado!

Porque se tem uma coisa que o futebol nos ensinou nessa caminhada, ela é essa: não há jogo perdido demais para se reverter. Tudo é possível!

FONTE: AUTONOMOS FC

ENCONTRO INTERNACIONAL ANARQUISTA


De 9 a 12 agosto de 2012 será realizado em St. Imier, nas montanhas do Jura suíço, um encontro internacional entre várias vertentes libertárias, interessante a todo/as aquele/as que desejam conhecer ou saber mais sobre os diferentes movimentos anarquistas no mundo.

Este "Mundial do Anarquismo" é na verdade uma comemoração referente à primeira Internacional Antiautoritária, que foi organizada em 1872 em resposta à Internacional Marxista. Assim como o mundo, que mudou um pouco (pelo menos em alguns aspectos), as correntes libertárias também têm evoluído ao longo do tempo e este encontro será representativo disso. Uma coisa é certa: o tempo não diminuiu a opressão dos poderosos frente aos mais fracos. Esta jornada internacional apresentará distintos meios de resistência, de diversas formas.

A Federação do Jura:

A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) foi fundada em 1864. De pronto, outras seções foram criadas - em La Chaux-De-Fonds, Le Locle, St. Imier, e no resto do Jura suíço. Muito/as trabalhadore/as que aderiram eram trabalhadore/as em suas próprias casas. Então tinham amor pela leitura, pela independência. Quando Bakunin vai à região em 1869, a visita é impactante. A convergência de idéias que eles descobrem irá tornar a Federação do Jura o pólo libertário da AIT, que se opôs à ala marxista. Enfurecido por essa oposição, Marx fez todo o possível para eliminar esta corrente e, em 1872, ele acreditava mesmo estar conseguindo. No Congresso de Haia, Marx providenciou um grande número de delegados afeitos a ele, dos quais boa parte eram representantes de seções inexistentes. Graças à essa maioria fictícia conseguiu que se votasse a exclusão permanente de Bakunin e James Guillaume (por pouco também Adhemar Schwitzguebel e todo/as delegado/as do Jura). Escandalizadas, as seções de tendência antiautoritária da AIT, notadamente Espanha, Itália, França, Bélgica, Estados Unidos, organizaram um Congresso em St. Imier, onde foram tiradas resoluções claramente libertárias. A AIT antiautoritária sobreviveria ao impacto marxista até o final do século.

140 anos após o Congresso de St. Imier, a exploração e a alienação do/as trabalhadore/as são ainda brutais. A ilusão marxista foi dissipada em vista às ditaduras comunistas dela decorrentes. O capitalismo vive de crise em crise - crise social, crise política, às quais se anexa a atual crise ecológica.

E o movimento anarquista?

Esses encontros internacionais, em agosto de 2012, serão uma oportunidade para realizar um balanço histórico do movimento anarquista, suas idéias, suas realizações, suas esperanças, suas derrotas; o que resta a ele hoje; os combates que são seus e aqueles que partilham com outro/as: antimilitarismo, antiracismo, antisexismo, autogestão, desaceleração econômica, educação, feminismo, internacionalismo, a não-violência, etc.

Uma série de workshops e eventos já estão previstos: palestras sobre história, conferências temáticas, teatro, concertos, exposições, filmes, feiras de livros, rádio, camping libertário, feira autogestionária e/ou de produtos orgânicos, oficinas, restaurações, etc.

Este evento internacional será público e se faz aberto a todo o movimento anarquista internacional, mas também a toda a população, sem discriminação. Zonas francas e preço livre serão promovidos para permitir que cada pessoa possa participar.

A comissão organizadora se reserva o direito de impedir a entrada deste ou daquele participante. As decisões serão tomadas com base nas idéias e práticas que nos são próprias e que são aquelas da Internacional Antiautoritária. A expressão e a manifestação de racismo, sexismo, xenofobia, homofobia e todas as formas de violência e discriminação não serão toleradas.

Com base no que foi dito, qualquer pessoa, estrutura ou organização pode pedir para aderir a esta iniciativa e sugerir locais para exposições, debates, palestras, performances, palestrantes, oficinas, etc. Estamos também à procura de voluntário/as!

Comissão Organizadora do Encontro Internacional do Anarquismo em St. Imier - 2012

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Abaixo-assinado por anarquistas da Bielorrússia

Nós, as(os) abaixo-assinadas(os), pedimos o reconhecimento de Nikolay Dedok, Alexander Franckevich e Igor Olinevich como prisioneiros políticos e demandamos sua liberação e total reabilitação juntamente com outras(os) prisioneiras(os) por razões políticas. Também insistimos na revisão do "Caso do ataque da KGB de Bobruisk" e da sentença que Evgeny Vaskovich, Artem Prokopenko e Pavel Syromolotov estão cumprindo agora.

Petição em defesa de presos(as) anarquistas na Bielorrússia

por Cruz Negra Anarquista de Bielorrússia

Como a situação econômica está ficando cada dia pior na Bielorrússia, Lukachenko é forçado a ir ao extremo para negociar ajuda financeira ao Oeste [Europa Central]. Ocorre que a cooperação com a União Européia só é possível se todos(as) os(as) prisioneiros(as) forem liberadas. Há um abismo atrás dele, então ele se vê obrigado a dar alguns passos adiante: ele já perdoou 13 participantes da manifestação do 19.12.2010, quando estes recorreram.
Agora, a pressão vem surgindo quanto àqueles que permanecem na prisão e se negam a pedir perdão. Nós achamos que essa é uma tendência positiva, o que causa nossa preocupação é o fato de, no momento, a lista de prisioneiros(as) políticos(as) conter apenas os nomes das pessoas da manifestação de 19.12.2010 e dos membros da Frente Mlady presos no dia anterior. Ao mesmo tempo, ativistas convictos em conexão com o assim chamado ?Caso dxs Anarquistas da Bielorrússia? presos(as) durante a campanha eleitoral do presidente no poder permanecem em custódia.
Várias organizações de direitos humanos (como "Vesna") notam uma série de violações da lei e de violações no processo de investigação, os(as) acusados(as) não se declaram culpados e, no entanto, são sempre sentenciados a longos períodos de prisão.
É claro que as ações de que Anarquistas têm sido acusados(as) envolvem a violação da lei. Elas(es) são frequentemente associadas(os) com atos violentos contra a propriedade pública ou privada. Devido a isso, muitos defensores de direitos humanos não incluem anarquistas na lista geral de prisioneiras(os) políticas(os). Nesse sentido, gostaríamos de informar que a maioria das(os) presas(os) por "desordens de massa", por razões objetivas, cometeram atos violentos contra o Palácio do Governo ou policiais à paisana que provocaram uma briga no caso de Dashkevitch e Loban.
O fato de que antes da prisão Dedok, Franckevich e Olinevich eram desconhecidos das pessoas em geral como ativistas sociais não deveria afetar o nível do apoio a eles. Portanto, acreditamos que a distinção entre prisioneiras(os) políticas(os) "reais" e todos as(os) outros(as) está errada. Além disso, o fato de que as autoridades tentaram tirar de Dedok e Franckecitch sinais de perdão sugere que as autoridades mesmas os reconhece politicamente.
Também estamos preocupadas(os) que o caso das(os) jovens que atacaram a KGB em Bobruisk esteja fora da atenção pública. Evgeny Vaskovich, Artem Prokopenko e Pavel Syromolotov foram, cada um, sentenciadas(os) a 7 anos de prisão por este ato desesperado. Obviamente, esta é uma violação da lei e houve confissão, mas se deve pensar por que e em que condições políticas elas(es) agiram com essa forma de luta e protesto.
Quando toda discordância é vigiada, quando todas as tentativas de protestos pacíficos são brutalmente reprimidas, quando a liberdade de difusão de informação é virtualmente impossível, não há dúvidas de que as pessoas não vêem como continuar com ações pacifistas e de não-violência. Nós não as condenamos nem justificamos todos os seus atos; estamos preocupadas(os) que as autoridades reajam desproporcionalmente a tais violações. Uma pessoa foi condehttp://www.blogger.com/img/blank.gifnada a 7 anos de prisão por um pequeno dano na escada do prédio da KGB, gerando um dano total de 250.000 rublos bielorrussos [= R$ 60,00, ou seja sessenta reais], enquanto um assassinato ou um roubo podem gerar uma pena muito mais leniente.
Nós, as(os) abaixo-assinadas(os), pedimos o reconhecimento de Nikolay Dedok, Alexander Franckevich e Igor Olinevich como prisioneiros políticos e demandamos sua liberação e total reabilitação juntamente com outras(os) prisioneiras(os) por razões políticas. Também insistimos na revisão do "Caso do ataque da KGB de Bobruisk" e da sentença que Evgeny Vaskovich, Artem Prokopenko e Pavel Syromolotov estão cumprindo agora.

Assine a Petição AQUI!

INFORMAÇÕES!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

crust-or-die presents: "debie d-birthday"


crust-or-die apresenta

debie d-birthday
gig d.i.y // h.t.m // f.v.m [em comemoração aos 75 anos da srª debie]

*RANCOR [anarchocrustpunk de simões filho / salvador]
*EXCLUSOS [anarchopunk de cruz das almas / muritiba]
*DEVOURING [deathmetal de simões filho]
*AGNOSIA [anarcho d-beat de simões filho / salvador]
*DEPOIS DO CAOS [anarchocrustgrind de simões filho / salvador / muritiba / wagner]
*DISPOR [hardcorepunk de salvador]

...

08.10.2011 - 14h00 - R$ 5,00
deni's bar, pitanguinha, simões filho

aproveitem e venham mais cedo! vamos sentar, beber umas cervejas [ou não], trocar idéias e materiais, parabenizar a aniversariante... nos confraternizar!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A legalização do aborto é uma questão de saúde pública no Brasil


Cerca de 5 milhões de mulheres já declaram ter realizado aborto no Brasil, ou seja, uma em cada sete mulheres. Hoje são executados mundialmente 20 milhões de abortos, desses, 97% são feitos em países pobres ou em desenvolvimento, onde a prática abortiva é criminalizada. Isso leva a uma simples conclusão: o aborto existe, e os estudos históricos comprovam que essa prática, apesar de clandestina sempre marcou a vida das mulheres por ser a única alternativa frente a uma gravidez indesejada.

Mulheres em condições financeiras privilegiadas optam pela interrupção da gravidez por meio de clínicas particulares que dispõem de profissionais preparados e procedimento seguro. Já as mulheres da classe trabalhadora, em sua maioria negras, são vitimas do sistema capitalista e de um estado que se declara laico, mas que destinam como única alternativa a adesão de procedimentos inseguros que colocam em cheque sua saúde e vida. O aborto clandestino é responsável por 602 internações diárias causadas por infecção, 25% de casos de esterilidade e 9% de óbitos maternos, o que corresponde a terceira maior causa de morte materna, no país. Não obstante, as que sobrevivem, correm o risco de serem presas, posto que a prática é um crime, segundo o código penal brasileiro (de 1940).

Outro dado estatístico que deve ser pontuado é que uma em cada cinco mulheres com a faixa etária de 40 anos já provocou o interrompimento da gravidez. Isso revela que mais de 5 milhões de mulheres entre 18 e 39 anos já abortaram. A maioria delas abortam com métodos inseguros e acabam finalizando o aborto nos hospitais públicos. Portanto, o aborto é uma questão de saúde pública no Brasil e de direitos fundamentais das mulheres.

A discussão sobre o aborto no Brasil tem sido pautada pelo poder público brasileiro como moeda de troca para angariar votos, em particular das comunidades evangélicas e católicas, haja vista como o tema foi tratado nas últimas eleições presidenciais. Isso revelou que o Estado brasileiro não discute o aborto e a saúde da mulher, mas a possibilidade das plataformas religiosas regularem ou não a reprodução das mulheres. Um claro indicativo da força das religiões cristãs no espaço público, o que revela a fragilidade do Estado diante do poder das religiões, salientando que o Brasil é um país constitucionalmente laico.

A opinião individual sobre a questão do aborto não pode e não deve ser colocada em questão. O que deve ser levado para a discussão é como o Estado pensa em cuidar desses milhões de mulheres que chegam aos hospitais públicos para finalizar um aborto e quais políticas a serem adotadas para amparar as mulheres que não desejam levar uma gravidez até o fim, uma vez que é um mito dizer que a mulher nasceu para ser mãe, trata-se de uma construção histórico-cultural.

Morgana Damásio
Rose Cerqueira

28/11/2011 - DIA LATINO-AMERICANO E CARIBENHO PELA DESCRIMINALIZAÇÃO E LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

28/09/2011 - DEBATE SOBRE LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nota de apoio à companheira Márcia Honorato, ameaçada de morte por policiais militares

Nota endossada pelos coletivos e indivíduos que fazem parte da rede CMI-Brasil.

Aberta a novas adesões, pelo endereço da Rede contra a Violência: comunicacao.rede@gmail.com

Nota de apoio à companheira Márcia Honorato, ameaçada de morte por policiais militares

Como é de conhecimento comum, a situação dos militantes de direitos humanos no Estado do Rio de Janeiro é de extrema vulnerabilidade. Isto se dá, pois, toda denúncia feita de alguma violação de direitos, principalmente aquela provocada por agentes da segurança pública, vem acarretando algum tipo de represália e ameaças. Um dos exemplos recentes disso é a situação enfrentada pela militante da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Márcia Honorato.


Márcia é uma reconhecida militante no Estado do Rio de Janeiro, especialmente por sua atuação no sentido da denúncia de inúmeras violações cometidas por policiais militares contra moradores de favelas e periferias cariocas e fluminenses. Ela participou ativamente das mobilizações que se originaram a partir da Chacina da Baixada, em 2005, quando policiais militares assassinaram 29 pessoas entre Nova Iguaçu e Queimados. Além disso, ajudou a denunciar grupos de extermínio nesta mesma região, além de atuar em outros casos de violação do direito à vida cometida por agentes públicos no Estado do Rio de Janeiro. A partir de então, entretanto, sua vida passaria por uma modificação profunda. A militante de direitos humanos em questão sofreria um atentado, em 2007, e diversas ameaças após isso. Uma das mais graves ocorreu em abril do referido ano. Márcia estava em casa, quando observou que o portão de entrada estava aberto, o que achou muito estranho, pois este costuma ficar sempre fechado. Assim, foi até o portão para fechá-lo, e, neste momento, uma pessoa que se encontrava, juntamente com outra, em uma moto parada na rua, chamou pelo seu nome. Em seguida, desceu da moto e foi até Márcia, pegando-a pelo pescoço, e falou: "você é um anjo; eu já te avisei; você quer morrer?". Enquanto dizia isso, esfregava uma arma de fogo sobre o rosto de Márcia e esta respondeu, então: "vai se ferrar!". O homem, então, atirou para o alto e, neste exato momento, o outro indivíduo que estava na moto aproximou-se, segurou o pescoço daquele que atirou, dizendo: "você está maluco?! quer complicar ainda mais a nossa vida?!".

Márcia foi obrigada, então, a abandonar sua casa às pressas, deixando para trás sua moradia e seu comércio, de onde obtinha a renda que a sustentava e aos seus filhos. Em junho de 2008, ela foi inserida no Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Governo Federal. Infelizmente, não somente ela ficou vulnerável, mas toda a sua família. Seus filhos, ex-marido e sogra também tiveram que sair de onde moravam. Todos eles perambularam por diversos locais e hoje correm o risco de morar na rua. Recentemente, numa tentativa frustrada por quem deveria lhe dar uma satisfação, foi impedida de relatar sua situação à ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Entretanto, apesar de supostamente estar sob a proteção do Estado, esta não se efetivou em momento algum. Como afirmou o professor Daniel Aarão Reis em artigo publicado no jornal O Globo (20/09/2011), Márcia vive hoje numa espécie de "clandestinidade oficial". Apesar da extrema vulnerabilidade, Márcia continuou a atuar como militante de direitos humanos. Ela acredita que um mundo sem injustiças e violência é possível. Participou de inúmeras atividades que a Rede contra a Violência realizou no ano e também contribuiu para a denúncia de vários casos de violência policial em favelas do Rio de Janeiro, sejam elas ocupadas ou não através das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Recentemente, entre outras ações, estava acompanhando e ajudando a denunciar casos de violência estatal ocorridos em duas comunidades ocupadas pela polícia: Pavão-Pavãozinho e Coroa. Na primeira, desde a morte de um jovem por policiais em abril deste ano, foram denunciadas vários outras violações cometidas por estes agentes, com o conseqüente afastamento de um policial daquela UPP. Na segunda, ela acompanhou a situação de jovens que foram seqüestrados por PMs.

Mais uma vez a sua atuação e a dos militantes da Rede não seriam bem vistas. Desde o final de agosto, militantes do referido movimento social vêm sofrendo uma série de ameaças provenientes de policiais. Ameaças por telefone e tentativas de intimidação pessoal ocorreram. Contudo, a situação mais grave ocorreu com a Márcia, em 12 de setembro, no Centro do Rio de Janeiro: ela sofreria duas tentativas de assassinato. A primeira ocorreu na altura do Passeio Público, por volta das 14:30hs. Quando tentou atravessar uma rua próxima, um carro (Siena) foi em sua direção e ela desviou. Considerou que, pelo trânsito da cidade ser caótico, aquela situação expressava a imprudência de algum motorista.

A segunda tentativa ocorreu por volta das 21hs, quando alguns integrantes da Rede estavam indo embora. Ela e outros companheiros pararam para fazer um lanche, na Cinelândia. Neste instante, percebeu que um carro com as mesmas características daquele que quase a atropelou estava parado próximo e seus integrantes conversavam com policiais militares que estavam na rua. Ela não deu importância naquele momento. Algum tempo depois, já próximo à Central do Brasil, quando já havia se despedido dos demais, o momento mais grave: esse mesmo carro que havia tentado atropelá-la anteriormente faria uma nova tentativa. Neste momento, o sinal de trânsito estava fechado, mas uma ambulância passou pedindo passagem. O carro, então, aproveitou este instante para avançar sobre Márcia. Ela percebeu o que estava acontecendo, jogou-se na direção da ambulância e conseguiu correr até um bar, onde se escondeu num banheiro. O carro voltou, e um dos integrantes (havia cinco pessoas no veículo, todos encapuzados) abaixou o vidro, procurando-a. Pessoas que estavam no bar naquele momento ficaram atordoadas e comentaram: "Nossa, vai morrer todo mundo". Quando ela saiu do banheiro um cliente lhe perguntou: "A senhora viu? Deve ser algum acerto de contas". Ela respondeu, tentando não chamar a atenção para si: "Não vi nada, não". Assim que percebeu que o carro não estava mais lá, ela saiu correndo, procurando um lugar seguro para ficar.

Por tudo isso, não admitimos esta situação. Exigimos que as autoridades públicas, municipais, estaduais, federais e da justiça tomem medidas imediatas para garantir a segurança de Márcia e sua família. É inadmissível que num Estado que se quer chamar de democrático permita que seus próprios agentes cometam tantos crimes e ameacem quem ousa denunciá-los publicamente. Márcia não pode se transformar em mais um número. Ela não pode se tornar mais uma cova no cemitério.

Nenhum militante a menos!!!

Movimentos sociais, instituições e indivíduos que assinam esta nota:

Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência - RJ | Mães de Maio - SP | Fábio Konder Comparato - Advogado e Professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo | Pedro Paulo Lourival Carriello - Defensor Público (RJ) | Rubens Casara - Juiz de Direito | Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia (CDH/CRP/RJ) | Daniel Aarão Reis - Professor da UFF | Luciana Vanzan - Conselheira do CRP/RJ | Humanitas (Direitos Humanos e Cidadania) - RJ | Ignácio Cano - professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro | Grupo Tortura Nunca Mais - SP | Débora Maria - promotora popular e coordenadora das Mães de Maio | Danilo Dara - Historiador | Alípio Freire, jornalista, escritor e artista plástico - SP | Instituto de Estudos da Religião (ISER) - RJ | Laboratório de Análise da Violência - UERJ | Rose Nogueira, jornalista e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais - SP | Rede de Denúncia e Proteção aos Militantes ameaçados de morte - Basta de assassinatos! Nenhum militante a menos! - SP | Lúcia Rodrigues - jornalista da Caros Amigos e da Rádio Brasil Atual | Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto - BA | Quilombo Xis- Ação Cultural Comunitária - BA | Alipio Freire - Jornalista e escritor (SP) Núcleo de Preservação da Memória Política - SP | Maria Helena Moreira Alves - Professora da Universidade do Chile | Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade - MG | Brigadas Populares - MG | Cristina Pedroza de Faria, fotografa e professora | João Brant - Intervozes (SP) | Vera Vital Brasil - Fórum de Reparação e Memória do RJ | Pastoral Carcerária - SP | Conceição Oliveira - Blog Mariafro (SP) | Rodolfo de Almeida Valente - Coordenação Jurídica da Pastoral Carcerária de São Paulo | Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH (MG) | Uneafro-Brasil | Aline Gama - UERJ | Eliana Sousa Silva - Redes da Maré (RJ) | Rede Extremo Sul - SP | Adriana Vianna - Professora do Museu Nacional/UFRJ | LACED - Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento - Museu Nacional/UFRJ | Simone Maria - Socióloga | Igor Ojeda - Jornalista Raquel Willadino - Observatório de Favelas | Tatiana Merlino - Jornalista | Reginaldo Bispo - Movimento Negro Unificado (MNU) | Grupo de Educação Popular do Morro da Providência (GEP) | Maria Geneci Silveira - RS | Centro de Mídia Independente | Coordenação do Movimento Negro Unificado de Santa Catarina | Walter Mesquita - Viva Rio | Danilo Moura - Instituto Quilombista (SP) | Ângela Soligo - Unicamp | Sarau da Ademar - SP | Zilda Márcia Grícoli Iokoi - Professora titular e membro do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da FFLCH da Universidade de São Paulo | Consuelo Gonçalves - MNU e Rede Quilombos do Sul | Luciane de Oliveira Rocha - Ong Criola | Fórum Estadual de Juventude Negra - ES | Ali Rocha, jornalista/produtora - SP | Mercia Britto - Cinema Nosso (RJ) | Luis Carlos Nascimento - Cinema Nosso (RJ) | Carolina Merat - Produção do Filme Luto como Mãe | Comitê Pró-Haiti| Coletivo Merlino - SP

FONTE: CMI BRASIL

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Chamada Blogagem Coletiva: Pela Descriminalização e Legalização do Aborto

Clique na imagem para ampliar!

Dia 28 de setembro é o Dia Latino-Americano e Caribenho pela Descriminalização e Legalização do Aborto. No Brasil o aborto é crime, mas sabemos que isso não impede e nunca impedirá sua prática. A clandestinidade, no entanto, condena mulheres as práticas inseguras. A criminalização das mulheres que abortam impossibilita nossa autonomia e nos obriga a colocarmos nossas vidas em risco. Somos todas clandestinas.

Por isso convidamos você a participar, no dia 28 de setembro, de uma blogagem coletiva em prol da descriminalização e legalização do aborto. Escreva um texto no seu blog e deixe o endereço aqui nos comentários ou nos envie por email, redes sociais, etc. No dia 28/09, às 15h postaremos uma lista com todos os textos participantes.

Ninguém é a favor do aborto e contra a vida. Nós somos a favor das mulheres decidirem sobre seus corpos e a favor de que milhares de mortes de mulheres sejam evitadas. Ser contra o aborto é decidir por você. Ser contra a legalização do aborto é decidir por todas. Ser contra o aborto é não achar certo fazer um aborto. Ser contra a legalização do aborto é ser a favor da morte de milhares de mulheres. Continue lendo em Aborto: 10 razões para legalizar do coletivo Sapataria.

Abaixo, cartaz com algumas ações que vão acontecer em São Paulo, com uma programação construída por estudantes e coletivos feministas da PUCCAMP, PUCSP, USP, UNICAMP, UFSCar, Unesp – Franca e Faculdade de Direito de Franca.

TIRADO DO BLOG: BLOGUEIRAS FEMINISTAS

domingo, 25 de setembro de 2011

[ALF] Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

ALF - Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)



Florianópolis, 20 de setembro de 2011

A Frente de Libertação Animal (ALF) assume a autoria da invasão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na madrugada de 20 de setembro de 2011. Nós deixamos a nossa marca nos muros do complexo do biotério da UFSC, inclusive no novo prédio do Biotério Central, ainda em construção, para que todos os vivisseccionistas saibam que estamos aqui e em todos os lugares lutando pela liberdade dos ratos, pombos, cabras e cães que a UFSC mantém em confinamento para serem usados em experimentos ultrapassados que violam os interesses desses animais e em nada beneficiam a saúde humana.

No novo prédio do Biotério Central já estavam armazenados equipamentos de alta tecnologia que seriam usados para a tortura e morte desses animais, que foram embebidos em líquidos inflamáveis que em seguida foram acesos. Com isso, conseguiremos paralisar efetivamente as obras de expansão dos laboratórios e com isso, por algum tempo, muitas vidas serão poupadas. Essa ação foi estudada cautelosamente para garantir que nenhum animal, humano ou não humano, corresse risco de se
r ferido durante a ação.

Nós voltaremos para libertar os animais, e voltaremos para sabotar novos equipamentos quando esses forem recebidos. Voltaremos para garantir que o direito de vida e de liberdade seja garantido a cada um dos seres sencientes explorados por essa universidade.

ALF - Animal Liberation Front

site: www.ativismobrasil.net
contato: ativismobrasil@riseup.net


COMUNICADO
Picture
ALF - Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Primeiras horas do dia 20 de setembro de 2011 em uma noite silenciosa sob chuva fina no campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil)...

A ALF invade na universidade... sem pedir permissão (naturalmente).

Depois de visitar os recintos destinados ao confinamento, tortura e morte de cabras, algumas dezenas de pombas, milhares de ratos e mais de 200 cães da raça beagle, fizemos uma visita ao novo prédio do Biotério Central da UFSC,ainda inacabado, mas que já abrigava ainda embalados os equipamentos de alta tecnologia que seriam usados para a tortura e morte de seres sencientes para atender aos interesses da econômicos da universidade e da indústria, interesses travestidos de uma pseudociência que não beneficia aos animais humanos (com exceção daqueles que têm a sua "carreira" baseada nesses experimentos).

Na verdade, essa não foi a nossa primeira visita ao biotério da UFSC, já que essa ação vem sendo planejada há meses por meio da avaliação do terreno, animais, equipamentos e rotina da segurança.

Às 4 horas e 15 minutos dessa gloriosa manhã de setembro, (quase) véspera do iníco da primavera, despejamos sobre esses valiosos equipamentos dezenas de litros de líquidos inflamáveis. Como quem rega uma planta para vê-la florir na primavera, regamos com a benção da destruição esses instrumentos que seriam usados para ceifar vidas. A efulgência fulminante do clarear precoce desse dia em meio à noite foi o fruto resultante do riscar do nosso fósforo, deixando ao fogo a nobre tarefa de purificar essa construção atroz.

Recebemos o abrigo generoso da mata vizinha que há muito testemunha, silenciosa, os gritos desses que são vítimas da soberba e da ganância humanas. Por hoje eles souberam que a sua voz foi ouvida e para o futuro eles têm a promessa de que voltaremos, sedentos por mais um clarão efulgente, ávidos pelo aroma da destruição que purifica e convictos de que lutaremos até que os seus direitos sejam respeitados. Custe o que custar.

Vocês podem nos procurar, mas não irão nos encontrar, pois nós estamos em todos os lugares, mas a ALF não está em lugar algum e por isso vocês não podem nos parar. Ninguém pode.

Vocês podem recorrer às leis, mas somos nós quem fazemos justiça.

Vocês podem tentar justificar a sua sede por cargos e dinheiro ainda que isso custe a vida de milhares de animais, mas somos nós quem estamos do lado da verdade.

Vocês podem conseguir esquecer da sua culpa para tentar dormir tranquilos a noite, mas nós estaremos acordados e quando vocês menos esperarem estaremos batendo na porta da sua universidade, da sua empresa, da sua casa...

Celebramos com a ação do dia 20 de setembro de 2011 a recente libertação de Kevin Kjoonas, o último condenado da campanha SHAC 7, e a dedicamos a todos os que já perderam a sua vida ou liberdade enquanto lutavam pela liberdade de outros seres.

Sobretudo, dedicamos essa ação aos milhões de animais que sofrem nos laboratórios, circos, zoológicos e fazendas de todo o mundo.

ATÉ QUE TODOS SEJAM LIVRES

ALF - Frente de Libertação Animal

vídeo da ação: http://www.youtube.com/watch?v=sfaiVgYMKjA

Saiba mais - www.ativismobrasil.net

NO SITE: ATIVISMO.NET TEM AS INFORMAÇÕES E AS FOTOS, CONFIRAM!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Universitário africano é espancado até a morte por PMs em MT


A HISTÓRIA SE REPETE!!! QUANTOS MAIS TERÃO QUE MORRER?

Estudante de Guiné-Bissau foi espancado em pizzaria em Cuiabá.
PMs disseram que tentaram conter rapaz que pedia dinheiro no local.

Um estudante africano que cursava economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) morreu após ser espancado na noite desta quinta-feira (22) em uma pizzaria localizada no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, dois policiais militares, ambos de 24 anos, e mais um empresário que é filho de um delegado aposentado, de 27 anos, são suspeitos de espancar o universitário até a morte.

Ao G1, a Polícia Civil informou que a vítima identificada como Toni Bernardo da Silva chegou ao estabelecimento por volta das 23h desta quinta-feira. No local, ele começou a pedir dinheiro aos frequentadores da pizzaria. Em uma das mesas, o universitário esbarrou em uma mulher. O namorado dela, o empresário de 27 anos, e os dois PMs que estavam à paisana no local, retiraram à força o universitário do estabelecimento e começaram a agredi-lo com socos e pontapés.

Uma moradora que reside ao lado do estabelecimento tentou apartar a briga, mas não conseguiu. Não houve tempo para ninguém prestar socorro à vítima, que acabou morrendo no local.

Os suspeitos foram autuados em flagrante e vão responder na Justiça pelo crime de homicídio. Na manhã desta sexta-feira (23) eles prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na presença do representante da Corregedoria da Polícia Militar. Em depoimento, eles disseram que apenas imobilizaram o rapaz.

O corpo da vítima está no Instituto Médico Legal (IML) e passa por exames periciais. Segundo o órgão, o laudo inicial do corpo do estudante aponta que ele foi morto por asfixia devido a uma lesão na traqueia. O corpo do estudante ainda será submetido a exames toxicológicos e de alcoolemia, já que há a suspeita de que ele estaria embriagado.

A Assessoria de Relações Internacionais da UFMT ainda vai se manifestar sobre o ocorrido. O estudante é natural de Guiné-Bissau, país localizado na costa ocidental da África, mas residia em Cuiabá há sete anos. Ele e mais um grupo de guinenses estavam fazendo intercâmbio em Cuiabá para estudar na UFMT. A Polícia Militar informou que vai investigar administrativamente a conduta dos dois policiais militares suspeitos de envolvimento no assassinato.

FONTE: G1


PM's e empresário são acusados de matar aluno da UFMT
Ele teria pedido R$ 10,00 à mulher e foi espancado com chutes na cabeça, em uma pizzaria no bairro Boa Esperança

O estudante Toni Bernardo da Silva, 27, foi morto a pancadas, na noite de quinta-feira (22) na pizzaria Rola Papo, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Toni é natural de Guiné Bissau, país na costa ocidental da África, e fazia intercâmbio no Brasil. Cursava Letras na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Logo após o crime, a Polícia Militar prendeu o empresário Sérgio Marcelo da Silva, 27, e os policiais militares Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos. Os três são acusados de terem espancado o estudante até a morte.

Sérgio tentou fugir do local, mas foi localizado pela PM. Ele alegou que iria se dirigir até o Pronto-Socorro, para buscar atendimento.

Segundo informações da PM, a briga começou quando o estudante se aproximou da esposa do empresário, identificada como Cláudia Rocha, e pediu R$ 10. A mulher teria negado o dinheiro e o estudante a teria puxado pelo braço, exigido o dinheiro.

Nesse momento, o empresário teria começado a agredir o jovem, os policiais Higor e Wesley entraram na briga. Eles não estavam em horáro de serviço. Higor está na PM há três anos e passou no último concurso para o Curso de Formação de Oficiais (CFO).

"Matando jacaré a socos"

Testemunhas revelaram que o estudante levou muitos chutes e socos na cabeça, caiu no chão e continuou a ser agredido pelo trio. Um policial militar que atendeu a ocorrência disse que as cenas foram fortes, havia muito sangue no local. "Parecia que estavam matando jacaré a socos", revelou o policial militar.

Devido às pancadas que recebeu, Toni teve traumatismo craniano e morreu no local. Há informações, não confirmadas, de que o jovem seria usuário de entorpecentes.

Atualmente, 19 estudantes africanos fazem intercâmbio na UFMT, 17 estudam no campus de Cuiabá e 2 em Rondonópolis. A maioria deles faz o curso de Letras.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TROY DAVIS É EXECUTADO!!!


#Troy Davis foi assassinado! Esta é umas das mais brutais e obscuras ações humana. NÃO DEVEMOS NOS SILENCIAR JAMAIS DIANTE DO SISTEMA PENAL! Somos todxs Troy, somos todxs Mumia Abu-Jamal, somos todxs Ademir Fernandes (morto no Centro de Artes, Humanidades e Letras - CAHL da UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e que até hoje não tem explicação)! Estamos tod@s no corredor da morte. "Autoridades confirmaram que a execução de Troy Davis as 23:08. "Troy Davis, nas últimas palavras, disse que não tinha arma, não matou ninguém e que sentia pela perda da família da vítima." "Sou inocente".

Antes de ser executado, saiu uma notícia que adiava a execução de Troy Davis, devido a protestos vindo de todo o mundo:

Após protestos ao redor do mundo, EUA adiam execução de Troy Davis


Logo após, foi anunciado a execução de Troy Davis:

Suprema Corte rejeita último apelo e ordena execução de Troy Davis

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O CASO TROY DAVIS


A Amnesty International USA (Anistia Internacional dos USA) e do Brasil também (Anistia Internacional Brasil) está fazendo um apelo para que TODXS ajudem a parar a execução de Troy Davis! Ninguém ficará sentado silenciosamente em Atlanta e todo lugar em todo o mundo! Envie mensagens pelo site da Anistia:

Take Action Now - Amnesty International USA

Após um processo recheado de dúvidas, a justiça norte-americana está prestes a executar Troy Davis. Quem não fizer nada para impedir esta execução, será também seu responsável. Contra a pena de morte: justiça para Troy Davis! Mais informações, acesse:

Troy Anthony Davis


LIBERDADE A TODXS XS PRESXS POLÍTICXS!!!

http://www.amnesty.ca/atrisk/index.php/troy-davis/


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CARTÃO POSTAL DE MENTIRA

O MOTIVO DE EU TER FEITO O POST ANTERIOR:



Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a Ponte Juscelino Kubitschek tornou-se um marco da arquitetura e novíssimo cartão-postal da capital federal, mas também o legado final da inesquecível dupla de ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, criador e criatura, o primeiro, derrotado pelas urnas, o segundo, afastado pela lei. A construção da “terceira ponte”, como a JK era conhecida antes mesmo de sair do papel, fez a última ligação fundamental entre o núcleo do Plano Piloto (a zona central e as asas Sul e Norte) e o Lago Sul, área mais nobre da cidade. Serviu, também, para atender ao crescimento desmedido de condomínios de classe média na região e, de quebra, engordar o caixa de empreiteiros amigos. Levada a cabo por um consórcio de construtoras locais, a obra deveria ter custado cerca de 40 milhões de reais, mas acabou por 186 milhões de reais. Agora, corre o risco de cair.

Em 20 de janeiro, pouco mais de oito anos depois de inaugurada, a Ponte JK foi interditada por razões de segurança. Na manhã daquele dia, enquanto verificava a existência de vítimas em um acidente de carro no Lago Sul, um grupo de bombeiros foi procurado por um cidadão preocupado. Ciclista amador, ele afirmara ter sentido fortes oscilações na estrutura da ponte ao atravessá-la, 20 minutos antes. Os bombeiros foram verificar e, ao perceberem a ponte balançar no meio do trajeto, decidiram chamar a Defesa Civil e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), estatal distrital responsável pela manutenção da obra. Pouco depois do meio-dia, a ponte foi interditada por agentes da Polícia Militar e do Departamento de Trânsito (Detran). Com as pistas parcialmente fechadas, desde então, a travessia de 1,2 quilômetro feita, diariamente, por 100 mil veículos sobre a Ponte JK virou um inferno particular para parte da população brasiliense.

Engenheiros da Novacap e da Universidade de Brasília (UnB), além de técnicos da Defesa Civil, detectaram um desnível entre 3 e 4 centímetros em um trecho do piso da ponte, uma dilatação mínima na obra, mas capaz de deixar as autoridades em alerta. De lá para cá, foram precisos quatro relatórios para se chegar a um diagnóstico razoável, segundo informação da Novacap. Ao que tudo indica, nos últimos oito anos, a ponte sofreu avarias em um dos trechos da via, conhecido como “tabuleiro”, e, por isso, os quatro aparelhos que o sustentam, com função de pilares, serão trocados. O problema, de acordo com a Novacap, deve ter sido provocado por freadas bruscas de veículos pesados.

Ainda pairam outras dúvidas, contudo, em relação ao estado físico da obra. Três meses antes da interdição, Dickran Berberian, especialista em patologia de estruturas e professor de engenharia civil da UnB, avisou a Novacap sobre a situação aparentemente precária de alguns cabos de aço que, esticados por macacos hidráulicos, ajudam a sustentar a ponte. Em alguns pontos, garante Berberian, eles cederam 10 centímetros. Ele foi o primeiro especialista a levantar a possibilidade de que o mau estado da JK é resultado da falta de manutenção, a ser feita de três em três anos. Em seguida, foi a vez da Via Engenharia fazer coro à tese e culpar a Novacap pela negligência. A direção da estatal nega ter havido problemas do gênero.

Assim, tão complicado quanto descobrir a exata deficiência da Ponte JK é apontar os verdadeiros responsáveis pelo estado da obra. Pistas há, a começar pela natureza do consórcio montado para a construção, liderado pela Via Engenharia, do empresário Fernando Queiroz. Juntamente com outro empreiteiro local, José Celso Gontijo, dono da JC Gontijo, Queiroz fazia parte do círculo íntimo dos ex-governadores Roriz e Arruda. Foi com Roriz que a Via Engenharia conseguiu o contrato da Ponte JK e, posteriormente, os aditivos que elevaram o preço da obra em cinco vezes.

Quando de sua inauguração, em 2002, as cifras envolvidas no empreendimento chamaram a atenção do Ministério Público local. Roriz foi acusado de desviar recursos da área de saúde para as obras da ponte e de superfaturar os preços dos materiais. Técnicos do Tribunal de Contas do DF detectaram preços até 500% mais caros que o valor de mercado. Mesmo assim, a conta ficou para o contribuinte e, claro, ninguém foi parar na cadeia. Pelo menos por enquanto.

Investigada pela Polícia Federal a partir da Operação Caixa de Pandora, deflagrada em novembro de 2009, a Via Engenharia também é acusada de cobrar propinas para concluir outra obra sob sua responsabilidade, o novo prédio da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Iniciada em 2000, a construção ficou paralisada entre 2005 e 2008, quando foi retomada, graças a um contrato de 72,5 milhões de reais assinado pela empreiteira e o ex-governador Arruda. Durante uma batida na casa de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda, a PF encontrou uma planilha de pagamentos do Shopping Popular e da Câmara Distrital, duas obras tocadas pela Via Engenharia orçadas em quase 100 milhões de reais. No documento, havia previsão de pagamento de subornos de 5% e 2,5% sobre os recursos liberados pelo ex-governador.

José Celso Gontijo aparece em um dos vídeos do ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, o delegado Durval Barbosa, delator do esquema do chamado “mensalão do DEM” no DF. Na fita, o empreiteiro entrega dois pacotes de dinheiro para Barbosa. “Eu tentei vir cá algumas vezes, mas você estava cheio de problemas, né, Durval?”, desculpa-se o empreiteiro, sem saber da gravação. De acordo com Barbosa, o dinheiro arrecadado com o empresário era distribuí-do aos principais integrantes do esquema de Arruda. A saber: o próprio governador, o vice-governador Paulo Octávio, secretários de governo, assessores e deputados distritais da base aliada.

Também é confusa, para dizer o mínimo, a relação do governo local, do PT, com os responsáveis diretos pelo projeto, conclusão e finalização da Ponte JK. O secretário de Obras do governo Roriz, à época da construção, era Tadeu Filippelli, do PMDB, atual vice-governador do DF, eleito na chapa do petista Agnelo Queiroz. Filippelli, homem de confiança absoluta de Roriz, mudou de lado às vésperas das eleições do ano passado. Além disso, durante o governo Arruda, o responsável direto pela manutenção da ponte era o então presidente da Novacap, Luiz Carlos Pitman – atual secretário de Obras de Queiroz. Portanto, com aliados assim, o risco de desabamento não é, nem de longe, uma exclusividade da Ponte JK.

TIRADO DO SITE CARTA CAPITAL

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A PONTE (164 MILHÕES DE REAIS)


"A PONTE DA CAPITAL É DEMAIS!"

POR GEÓRGIA DETOGNE

A ponte Juscelino Kubitschek foi inaugurada no início de dezembro de 2002. Além de aproximar alguns dos bairros da capital federal, ela também possui várias outras funções. De acordo com o arquiteto e urbanista Alexandre Chan, responsável pela construção, sua obra atende além das necessidades técnicas, as orgânicas, estéticas, paisagísticas, monumentais e culturais. São 1.200 m de extensão com 24 m de largura que comportam 6 pistas. Sem sombra de dúvida, este é o resultado de um brilhante trabalho e de uma absurda falta de bom senso por parte do governo. Ninguém discorda que facilitar as condições de locomoção dos moradores de Brasília é algo de extrema importância, afinal, a atitude acaba influenciando no aumento da qualidade de vida das pessoas. Mas para ligar o Plano Piloto à QL 24/26 do Lago Sul foram gastos 164 milhões de reais.

A ponte, que foi construída em cima de uma falha geológica e que possui seus três arcos inspirados pelo movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d'água, arranca suspiros devido a sua "mania de grandeza". Infelizmente, isso não somente acontece dentro do Brasil. Em 2003, Chan foi premiado com o "Oscar" da engenharia pela Sociedade dos Engenheiros do Oeste da Pensilvânia, durante a 20ª Conferência Internacional sobre Pontes, em Pittsburgh. Entregaram a ele uma medalha (a Gustav Lindhental) e ao governador , Joaquim Roriz, uma plaquinha.

Prêmio mais que merecido, pois não é qualquer dia que se gasta em uma ponte mais aço do que foi preciso para a construção da Torre Eifel, localizada em Paris. Sem contar que "o volume de concreto submerso (debaixo d'água) é suficiente para construir três superquadras inteiras, com 2 mil apartamentos". Bom, esses são dados oficiais e quem quiser saber mais é só acessar a página do Ministério dos Transportes.

Não vou ser hipócrita ao ponto de negar que o arquiteto estava em bons dias quando pensou sua criação e que ela é belíssima. Porém, num país como o nosso, onde as pessoas são privadas dos itens mais básicos, como por exemplo, Saúde e Educação, é impossível não achar a PONTE JK um exagero!

"A ponte é um vai-e-vem de doutor,
Tem ambulante, tem camelô.
Olha pra baixo vejo jet-ski e altos barcos,
Olha pra cima lá estão os três arcos.
A ponte saiu do papel virou realidade,
Novo cartão postal da cidade".

LETRA DA MÚSICA DE LENINE - A PONTE



RETIRADO DO BLOG: CIRÚRGIA INÉDITA

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Fator Deus

Algures na Índia. Uma fila de peças de artilharia em posição. Atado à boca de cada uma delas há um homem. No primeiro plano da fotografia um oficial britânico ergue a espada e vai dar ordem de fogo. Não dispomos de imagens do efeito dos disparos, mas até a mais obtusa das imaginações poderá “ver” cabeças e troncos dispersos pelo campo de tiro, restos sanguinolentos, vísceras, membros amputados. Os homens eram rebeldes. Algures em Angola. Dois soldados portugueses levantam pelos braços um negro que talvez não esteja morto, outro soldado empunha um machete e prepara-se para lhe separar a cabeça do corpo. Esta é a primeira fotografia. Na segunda, desta vez há uma segunda fotografia, a cabeça já foi cortada, está espetada num pau, e os soldados riem. O negro era um guerrilheiro. Algures em Israel. Enquanto alguns soldados israelitas imobilizam um palestino, outro militar parte-lhe à martelada os ossos da mão direita. O palestino tinha atirado pedras. Estados Unidos da América do Norte, cidade de Nova York. Dois aviões comerciais norte-americanos, sequestrados por terroristas relacionados com o integrismo islâmico lançam-se contra as torres do World Trade Center e deitam-nas abaixo. Pelo mesmo processo um terceiro avião causa danos enormes no edifício do Pentágono, sede do poder bélico dos States. Os mortos, soterrados nos escombros, reduzidos a migalhas, volatilizados, contam-se por milhares.

As fotografias da Índia, de Angola e de Israel atiram-nos com o horror à cara, as vítimas são-nos mostradas no próprio instante da tortura, da agônica expectativa, da morte ignóbil. Em Nova York tudo pareceu irreal ao princípio, episódio repetido e sem novidade de mais uma catástrofe cinematográfica, realmente empolgante pelo grau de ilusão conseguido pelo engenheiro de efeitos especiais, mais limpo de estertores, de jorros de sangue, de carnes esmagadas, de ossos triturados, de merda. O horror, agachado como um animal imundo, esperou que saíssemos da estupefação para nos saltar à garganta. O horror disse pela primeira vez “aqui estou” quando aquelas pessoas saltaram para o vazio como se tivessem acabado de escolher uma morte que fosse sua. Agora o horror aparecerá a cada instante ao remover-se uma pedra, um pedaço de parede, uma chapa de alumínio retorcida, e será uma cabeça irreconhecível, um braço, uma perna, um abdômen desfeito, um tórax espalmado. Mas até mesmo isto é repetitivo e monótono, de certo modo já conhecido pelas imagens que nos chegaram daquele Ruanda-de-um-milhão-de-mortos, daquele Vietnã cozido a napalme, daquelas execuções em estádios cheios de gente, daqueles linchamentos e espancamentos daqueles soldados iraquianos sepultados vivos debaixo de toneladas de areia, daquelas bombas atômicas que arrasaram e calcinaram Hiroshima e Nagasaki, daqueles crematórios nazistas a vomitar cinzas, daqueles caminhões a despejar cadáveres como se de lixo se tratasse. De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus. Já foi dito que as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana. Ao menos em sinal de respeito pela vida, devíamos ter a coragem de proclamar em todas as circunstâncias esta verdade evidente e demonstrável, mas a maioria dos crentes de qualquer religião não só fingem ignorá-lo, como se levantam iracundos e intolerantes contra aqueles para quem Deus não é mais que um nome, o nome que, por medo de morrer, lhe pusemos um dia e que viria a travar-nos o passo para uma humanização real. Em troca prometeram-nos paraísos e ameaçaram-nos com infernos, tão falsos uns como os outros, insultos descarados a uma inteligência e a um sentido comum que tanto trabalho nos deram a criar. Disse Nietzsche que tudo seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o pior, principalmente o mais horrendo e cruel. Durante séculos a Inquisição foi, ela também, como hoje os talebanes, uma organização terrorista que se dedicou a interpretar perversamente textos sagrados que deveriam merecer o respeito de quem neles dizia crer, um monstruoso conúbio pactuado entre a religião e o Estado contra a liberdade de consciência e contra o mais humano dos direitos: o direito a dizer não, o direito à heresia, o direito a escolher outra coisa, que isso só a palavra heresia significa.

E, contudo, Deus está inocente. Inocente como algo que não existe, que não existiu nem existirá nunca, inocente de haver criado um universo inteiro para colocar nele seres capazes de cometer os maiores crimes para logo virem justificar-se dizendo que são celebrações do seu poder e da sua glória, enquanto os mortos se vão acumulando, estes das torres gêmeas de Nova York, e todos os outros que, em nome de um Deus tornado assassino pela vontade e pela ação dos homens, cobriram e teimam em cobrir de terror e sangue as páginas da história. Os deuses, acho eu, só existem no cérebro humano, prosperam ou definham dentro do mesmo universo que os inventou, mas o “fator deus”, esse, está presente na vida como se efetivamente fosse o dono e o senhor dela. Não é um Deus, mas o “fator Deus” o que se exibe nas notas de dólar e se mostra nos cartazes que pedem para a América (a dos Estados Unidos, e não a outra…) a bênção divina. E foi no “fator Deus” em que o Deus islâmico se transformou, que atirou contra as torres do World Trade Center os aviões da revolta contra os desprezos e da vingança contra as humilhações. Dir-se-á que um Deus andou a semear ventos e que outro Deus responde agora com tempestades. É possível, é mesmo certo. Mas não foram eles, pobres Deuses sem culpa, foi o “fator Deus”, esse que é terrivelmente igual em todos os seres humanos onde quer que estejam e seja qual for a religião que professem, esse que tem intoxicado o pensamento e aberto as portas às intolerâncias mais sórdidas, esse que não respeita senão aquilo em que manda crer, esse que depois de presumir ter feito da besta um homem acabou por fazer do homem uma besta.

Ao leitor crente (de qualquer crença…) que tenha conseguido suportar a repugnância que estas palavras provavelmente lhe inspiraram, não peço que se passe ao ateísmo de quem as escreveu. Simplesmente lhe rogo que compreenda, pelo sentimento de não poder ser pela razão, que, se há Deus, há só um Deus, e que, na sua relação com ele, o que menos importa é o nome que lhe ensinaram a dar. E que desconfie do “fator Deus”. Não faltam ao espírito humano inimigos, mas esse é um dos mais pertinazes e corrosivos. Como ficou demonstrado e desgraçadamente continuará a demonstrar-se.


Autor: José Saramago

Fonte: Ateus.net que pegou da Folha de São Paulo, 19/09/2001